Porto Alegre, 29 de maio de 2026 – O mercado internacional de açúcar teve um mês de forte desvalorização em maio. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos com entrega em julho do açúcar bruto fecharam a sessão do dia 28 de maio a 13,93 centavos de dólar por libra-peso, ante 14,61 centavos em 28 de abril, uma baixa de 4,65%.
Os contratos futuros do açúcar foram pressionados principalmente por sinais de amplas ofertas globais, particularmente no Brasil e na União Europeia, além de finalizações de safras mais fortes do que o esperado na Tailândia e na China.
A produção de açúcar no centro-sul do Brasil aumentou 109,48% na segunda quinzena de abril, para 1,8 milhão de toneladas, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA).
A Organização Internacional do Açúcar (OIA) estimou que o mercado global de açúcar apresentará um déficit de 262 mil toneladas na temporada 2026/27 (outubro-setembro). Porém, em sua atualização trimestral sobre o mercado, o órgão intergovernamental elevou sua estimativa para o excedente global de açúcar na safra 2025/26 para 2,244 milhões de toneladas, ante 1,22 milhão de toneladas anteriormente.
O mercado também acompanhou de perto o sobe-e-desce do petróleo, que influencia diretamente o açúcar por conta de sua estreita correlação com o etanol. O petróleo caiu nas últimas semanas de maio diante das renovadas esperanças de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã e uma consequente reabertura total do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da oferta global do óleo. A queda influenciou negativamente os futuros do açúcar, na medida em que reduz a competitividade do etanol e pode fazer usinas reverem suas estratégias de produção.
Fabio Rubenich – fabio@safras.com.br (Safras News)
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