Porto Alegre, 8 de maio de 2026 – O mercado brasileiro de milho deve encerrar a semana sem mudanças significativas no ritmo de negócios. Produtores avançam na fixação de oferta, apesar de existir certo nível de cautela em algumas regiões do país. Os consumidores, por sua vez, demonstram tranquilidade em relação ao abastecimento. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em baixa e o dólar recua frente ao real.
A dinâmica do mercado brasileiro de milho esteve sem grandes mudanças no dia. Em alguns estados, como em São Paulo e no Paraná, produtores estão avançando na fixação de oferta, devido à necessidade de caixa e armazéns cheios. Porém, há estados com vendedores cautelosos na fixação, devido à falta de chuvas, como em Goiás e Minas Gerais.
De modo geral, consumidores no país estão atuando com tranquilidade nas negociações, sinalizando em muitos casos bom abastecimento. Modelo do INMET está prevendo boas chuvas para os estados do Sul do país entre os dias 8 e 10 de maio. Sul de São Paulo com chuvas previstas entre 10 e 11 de maio. Demais estados do Sudeste e Centro-Oeste com volumes inexpressivos previstos até o dia 14 de maio. Indicações para porto recuaram no dia, acompanhando dólar e Chicago sem força.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 64,50/68,50 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 63,50/68,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 60,00/62,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 62,00/64,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/69,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 66,50/68,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 55,00/58,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 48,00/52,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em julho estão cotados a US$ 4,66 1/4 por bushel, baixa de 1,25 centavo de dólar, ou 0,26%, em relação ao fechamento anterior.
* O mercado se firma em território negativo, ampliando as perdas acumuladas na semana para perto de 3%. Caso o movimento se confirme, será a primeira queda semanal das cotações em cerca de um mês. O desempenho reflete, em parte, a pressão gerada pela liquidação de posições compradas pelos agentes.
* Ontem (7), os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 4,67 1/2, com recuo de 1,00 centavo, ou 0,21% em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 4,74 1/4 por bushel, baixa de 0,75 centavo ou 0,15% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 0,56%, a R$ 4,8942. O Dollar Index registra recuo de 0,10%, a 97.97 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices baixos. Paris, -0,74%. Frankfurt, -0,93%. Londres, -0,11%.
* As principais bolsas da Ásia operaram com queda. Xangai, feriado. Japão, -0,19%.
* O petróleo opera com baixa. Junho do WTI em NY: US$ 94,74 o barril (-0,07%).
AGENDA
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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