Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais altos para grão e óleo, e cotações mais baixas para farelo. O mercado buscou suporte na disparada do petróleo, com as tensões se mantendo no Oriente Médio. O subproduto óleo respondeu a isso e subiu forte, pois serve de alternativa para a produção de biocombustíveis. A boa demanda de esmagamento nos Estados Unidos também influenciou positivamente, assim como algum atraso do plantio por chuvas no Meio Oeste do país. De qualquer forma, ganhos mais expressivos ao grão foram limitados pela ampla oferta vinda da América do Sul.
Segundo a Dow Jones, o presidente Donald Trump publicou em sua conta na Truth Social que “o Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como fechar um acordo não nuclear. É melhor ficarem espertos logo!”.
Além disso, os investidores aguardam as exportações semanais norte-americanas, que serão divulgadas amanhã. Analistas esperam vendas de soja em grão entre 200 mil e 600 mil toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio de 2026 fecharam com alta de 9,25 centavos de dólar por bushel ou 0,78%, a US$ 11,82 1/4 por bushel. A posição julho de 2026 teve cotação de US$ 11,97 por bushel, avanço de 7,75 centavos de dólar por bushel ou 0,65%.
Nos subprodutos, a posição julho de 2026 do farelo fechou com perda de US$ 3,60 ou 1,09%, a US$ 323,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho de 2026 fecharam a 74,12 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 1,60 centavo ou 2,20%.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras News
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