Porto Alegre, 10 de abril de 2026 – O mercado físico do boi gordo se deparou com preços sustentados para a arroba em boa parte do Brasil ao longo da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, em grande parte do país, as escalas de abate permanecem encurtadas, em um ambiente ainda pautado pela restrição de oferta.
Diante desse cenário de disponibilidade mais contido, alguns frigoríficos estudam o aumento da ociosidade durante o mês de abril, com perspectiva de concessão de férias coletivas.
Por outro lado, as exportações permanecem aceleradas, com a China absorvendo grandes volumes de carne bovina neste primeiro quadrimestre. “Estimativas realizadas por Safras & Mercado apontam para o esgotamento da cota de embarques a esse destino em meados de junho. Ou seja, o terceiro trimestre, período pautado pela entrada de animais confinados no mercado deve ser marcado por incertezas quanto a exportação. Algumas entidades ainda sinalizam para uma exaustão mais rápida, com o esgotamento da cota no início de maio”, sinaliza.
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 9 de abril:
* São Paulo (Capital) – R$ 370,00 a arroba, aumento de 2,78% frente aos R$ 360,00 praticados no final da semana passada.
* Goiás (Goiânia) – R$ 355,00 a arroba, avanço de 4,41% frente aos R$ 340,00 registrados no final da semana passada.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 350,00 a arroba, avanço de 1,45% ante os R$ 345,00 registrados no fechamento da última semana.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 360,00 a arroba, acréscimo de 2,86% ante os R$ 350,00 praticados no final da semana anterior.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 360,00 a arroba, aumento de 1,41% frente aos R$ 355,00 praticados no fechamento da semana passada.
* Rondônia (Vilhena) – R$ 330,00 a arroba, alta de 3,13% perante os R$ 320,00 registrados no encerramento da última semana.
Atacado
No mercado atacadista, os preços seguiram em patamares firmes ao longo da semana, com expectativa de novos reajustes no curtíssimo prazo, considerando os efeitos da entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.
O analista comenta, porém, que um fator limitador para altas mais consistentes ainda é o comportamento das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, que segue com preços deprimidos.
O quarto do dianteiro foi precificado a R$ 22,50 por quilo em março, aumento de 2,27% frente aos R$ 22,00 por quilo praticados no final da semana passada. Já os cortes do traseiro bovino foram cotados a R$ 27,50 por quilo, inalterados ante o encerramento da semana passada.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,360 bilhão em março (22 dias úteis), com média diária de US$ 61,835 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 233,951 mil toneladas, com média diária de 10,634 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.814,80.
Em relação a março de 2025, houve alta de 29% no valor médio diário da exportação, avanço de 8,7% na quantidade média diária exportada e ganho de 18,7% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
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