Porto Alegre, 27 de março de 2026 – A semana registrou preços estáveis no quilo vivo e nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, o cenário para as cotações seguiu difícil, em meio a um ritmo de negócios acirrado.
O analista explica que a indústria esteve cautelosa nas compras, avaliando que a tendência para a reposição entre atacado e varejo é desafiador até o fechamento do mês. “Foi considerado o processo de descapitalização da população e as cotações fragilizadas da concorrente, a carne de frango, como pontos negativos para a busca pelos cortes suínos na ponta final”, disse.
“O ambiente para formação de preços no mercado só não é pior por conta do ótimo fluxo da exportação brasileira de carne suína”, resume.
Preços
Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país caiu de R$ 6,60 para R$ 6,59 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de carcaça no atacado ficou em R$ 10,15 e a média do pernil foi de R$ 12,04.
A análise de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo continuou em R$ 6,35 e no interior do estado em R$ 6,90.
Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração seguiu em R$ 6,35 e no interior catarinense em R$ 6,65. No Paraná, o preço do quilo vivo teve estabilidade de R$ 6,85 no mercado livre e, na integração, de R$ 6,40.
No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande permaneceu em R$ 6,50 e, na integração, seguiu em R$ 6,30. Em Goiânia, os preços continuaram em R$ 6,50. No interior de Minas Gerais, os preços tiveram estabilidade de R$ 6,60 e, no mercado independente, seguiu em R$ 6,80. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis permaneceu em R$ 6,50 e, na integração do estado, em R$ 6,20.
Exportações
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 224,939 milhões em março (15 dias úteis), com média diária de US$ 14,996 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 89,282 mil toneladas, com média diária de 5,952 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.519,4.
Em relação a março de 2025, houve avanço de 10,5% no valor médio diário, alta de 10,2% na quantidade média diária e evolução de 0,3% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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