Porto Alegre, 13 de março de 2026 – O mercado brasileiro de frango registrou preços mistos no atacado e estáveis no vivo no decorrer da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, ainda há um viés de baixa.
Iglesias explica que o desequilíbrio de oferta ainda é evidente dentro do mercado, justificando este ambiente de pressão de queda. “Para o setor, reduzir o alojamento de pintainhos de corte se torna imprescindível, em um momento em que as exportações estão em risco em duas frentes distintas. A primeira é a guerra no Oriente Médio, seguida dos casos de Influenza Aviária em granjas comerciais no Uruguai e na Argentina, com casos da doença em animais selvagens no Rio Grande do Sul”, afirma.
No mercado atacadista, o analista ressalta que os preços estiveram na sua maioria em queda no decorrer da semana, em um ambiente que ainda conta com sinais de excesso de oferta. “O alojamento de pintainhos de corte em janeiro e dezembro é a principal justificativa para esse ambiente de pressão. A expectativa é com o recente descarte de matrizes haja uma normalização do quadro de oferta a partir de abril”, destaca.
De acordo com ele, as exportações seguem em bom nível, apesar das instabilidades no Oriente Médio. Rotas alternativas estão sendo adotadas para que o produto chegue ao seu destino, o que tem encarecido a logística. Além disso, o frete e o seguro marítimo tem apresentado constante elevação desde a eclosão da guerra, tornando a exportação mais onerosa.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito caiu de R$ 9,30 para R$ 8,50, o quilo da coxa de R$ 6,35 para R$ 6,25 e o quilo da asa subiu de R$ 10,00 para R$ 10,50. Na distribuição, o preço do quilo do peito recuou de R$ 9,50 para R$ 8,70, o quilo da coxa seguiu em R$ 6,50 e o quilo da asa avançou de R$ 10,50 para R$ 10,75.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também apresentou mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito teve baixa de R$ 9,40 para R$ 8,60, o quilo da coxa de R$ 6,45 para R$ 6,35 e o quilo da asa aumentou de R$ 10,10 para R$ 10,60. Na distribuição, o preço do peito teve baixa de R$ 9,60 para R$ 8,80, o quilo da coxa seguiu em R$ 6,60 e o quilo da asa subiu de R$ 10,60 para R$ 10,85.
O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que o quilo vivo em São Paulo caiu de R$ 4,70 para R$ 4,50.
Na integração do Rio Grande do Sul, a cotação permaneceu em R$ 4,65. Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,65, enquanto na integração do oeste do Paraná, em R$ 4,60.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 4,40 e em Goiás em R$ 4,45. Em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 4,50, enquanto no Distrito Federal, em R$ 4,45.
No Ceará, o quilo vivo teve estabilidade de R$ 5,50, no Pernambuco de R$ 5,40 e, no Pará, de R$ 5,80.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 236,775 milhões em março (5 dias úteis), com média diária de US$ 47,355 milhões.
A quantidade total exportada pelo país chega a 132,314 mil toneladas, com média diária de 26,463 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.789,5.
Em relação a março de 2025, há um avanço de 14,5% no valor médio diário, alta de 14,7% na quantidade média diária e desvalorização de 0,2% no preço médio.
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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