Porto Alegre, 1 de julho de 2026 – Na avaliação do analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os valores destinados ao Plano Safra 2026/27, num total de R$ 622,4 bilhões para o setor empresarial e familiar, sob um prisma geral, ficaram abaixo do que o setor carnes e outros segmentos do agronegócio precisavam. “O corte dos juros não foi tão expressivo quanto o setor precisaria. Houve uma redução nos juros por parte do governo, se compararmos ao ano passado, mas historicamente as taxas ainda estão altas e elas não geram estímulos”, comenta.
Para Iglesias, ainda há muita coisa que precisa ser feita pelo governo, como a renegociação das dívidas, principalmente para os produtores rurais. “Isso sim é algo muito importante, pois vai gerar alívio dentro do agronegócio”, prospecta.
O analista esclarece que, diferentemente do setor de grãos, a pecuária vive um momento diferenciado, sem registro de endividamento. “Nesse ano de 2026 a reposição subiu e o custo não está muito alto, gerando margens positivas. O produtor na recria está tendo uma boa remuneração mensal”, avalia.
Na suinocultura, especialmente para o produtor independente, 2026 tem sido um pouco mais sofrido, embora os últimos dois anos e meio tenham sido bons. “Depois da crise de 2022 o mercado suíno conseguiu se recompor”, sinaliza.
Para a avicultura, o cenário também tem se mostrado interessante há um bom tempo. “De modo geral, o setor carnes não indica um problema de endividamento tão grave quanto o de outros segmentos”, conclui.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Safras News)
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