O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que Washington poderá apoiar um novo grande ataque contra o Irã caso Teerã volte a reconstruir seus programas de mísseis balísticos ou armas nucleares. A declaração foi dada ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após reunião em Mar-a-Lago. Trump também alertou o Hamas sobre “graves consequências” se o grupo não se desarmar. Ele sugeriu que o Irã estaria tentando restaurar capacidades militares em locais diferentes dos que foram destruídos em um ataque americano em junho.
Trump afirmou que os EUA acompanham de perto os supostos movimentos iranianos e indicou que não hesitaria em agir novamente se necessário. Apesar disso, ele mencionou o alto custo operacional de uma nova ofensiva. O presidente disse ainda que discutiu com Netanyahu o avanço do frágil acordo de cessar-fogo em Gaza. Outro assunto em pauta foram as preocupações israelenses com o Irã e com o Hezbollah no Líbano. O Irã, que travou uma guerra de 12 dias com Israel em junho, realizou recentemente novos exercícios com mísseis, segundo autoridades de Teerã.
Faixa de Gaza
Sobre Gaza, Trump defendeu o avanço para a segunda fase do cessar-fogo firmado entre Israel e o Hamas, que prevê o envio de forças internacionais de paz ao território palestino. Israel e Hamas trocam acusações de violações do acordo, enquanto o Hamas se recusa a se desarmar e Israel mantém tropas em cerca de metade da Faixa de Gaza. Trump responsabilizou o grupo palestino pelo impasse e afirmou que, se o desarmamento não ocorrer, “haverá um preço alto a pagar”, ecoando ameaças já feitas anteriormente.
As conversas também abordaram o papel de atores regionais, como a possibilidade de forças turcas participarem de uma missão de paz em Gaza. Este é um tema sensível, devido às relações tensas entre Israel e Turquia. Trump reafirmou apoio a Netanyahu, apesar de dúvidas internas em Washington sobre o comprometimento israelense com o cessar-fogo. Além de Gaza e Irã, os líderes discutiram Síria e Cisjordânia, deixando claro que, apesar da redução da intensidade dos combates, o risco de novas hostilidades na região permanece elevado.

