Porto Alegre, 9 de março de 2026 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta segunda-feira com preços mais baixos. O mercado iniciou a semana em queda acentuada, devolvendo parte dos ganhos acumulados na semana anterior. O acirramento da guerra no Oriente Médio levou as cotações para o maior patamar desde junho de 2024 na semana passada.
Os investidores também se posicionaram frente a proximidade da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta terça-feira (10), às 13h (horário de Brasília). O documento trará atualizações para a temporada 2025/26 e pode indicar redução na oferta.
Analistas consultados pelo The Wall Street Journal e pela Dow Jones projetam os estoques finais norte-americanos em 923 milhões de bushels, abaixo dos 931 milhões indicados no relatório anterior. As estimativas variam de 900 milhões a 956 milhões de bushels. No cenário global, os estoques finais são esperados em 277,3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo das 277,5 milhões previstas em fevereiro.
As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 496.108 toneladas na semana encerrada no dia 5 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo USDA.
Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 354.518 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 241.646 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as inspeções somam 19.124.607 toneladas, contra 15.910.863 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos com entrega em maio de 2026 fecharam cotados a US$ 6,03 1/4 por bushels, baixa de 13,50 centavos de dólar, ou 2,18%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em julho de 2026 encerraram a US$ 6,13 por bushel, recuo de 12,25 centavos de dólar, ou 1,95%, em relação ao fechamento anterior.
Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
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