Tempo seco deve predominar na maior parte do Brasil na semana – Rural Clima

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trigo

     Porto Alegre, 4 de julho de 2022 – De acordo com alerta agroclimático da Rural Clima, diversas áreas do Rio Grande do Sul já mostram instabilidade na manhã desta segunda-feira (4). A metade sul do estado, inclusive, já sofre com pancadas de chuva neste período.

     No restante do país, o tempo segue aberto e sem instabilidades, até mesmo na região litorânea do Nordeste, local que vinha sofrendo frequentemente com o volume e frequência das chuvas.

     No entanto, segundo o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, a previsão para essa segunda-feira segue sendo de chuvas na metade sul do estado gaúcho e algumas pancadas de chuva nas regiões litorâneas do país, incluindo Nordeste e Norte. O tempo seguirá aberto no resto do país.

     Apesar das chuvas expressivas previstas para o restante da semana na metade sul do Rio Grande do Sul, a parte norte do estado, bem como as demais regiões que contemplam o Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Mapitoba e Paraguai, seguem com tempo aberto para o restante da semana.

     No fim de semana, porém, uma nova frente fria se aproxima do Rio Grande do Sul e a tendência é de que as chuvas voltem a surgir na parte norte do estado, dificultando as atividades de plantio de trigo. Paraguai e Santa Catarina também devem sofrer com as chuvas neste período.

     Como o clima segue sem chuvas no restante do interior do Brasil, as condições seguem extremamente favoráveis para a colheita de café, cana-de-açúcar, milho, feijão e demais culturas nas lavouras.

     No Paraguai, os próximos dias tendem a ter tempo aberto e sem expectativas de chuvas generalizadas. Existe a possibilidade de nebulosidade no país por conta da frente fria que avança nos próximos no Rio Grande do Sul, mas nada que traga maiores preocupações para o desenvolvimento das lavouras.

     A partir do final da semana até o começo da semana que vem, algumas regiões orientais do país, desde Missiones até Asunción, devem sofrer com chuvas, apesar de irregulares, pontuais, de baixa intensidade e que dificilmente irá causar qualquer tipo de dificuldade no processo de colheita nas lavouras.

     Segundo a meteorologista Ludmila Camparotto, a manutenção dos níveis de umidade do solo tende a ser auxiliada com as possíveis chuvas, beneficiando as lavouras de trigo. O restante das chuvas não deverá atrapalhar o desenvolvimento das lavouras no país.

     Em relação ao frio, não há expectativa de frios intensos nos próximos dias que possam causar danos às lavouras do Paraguai. Há a possibilidade de uma temperatura levemente mais baixa após a frente fria do Rio Grande do Sul passar, porém não há maiores preocupações com uma queda significante no país.

     Revisão: Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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