São Paulo – A taxa de desocupação caiu a 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro de 2025, com variação significativa (-0,4%) em relação ao trimestre de junho a agosto (5,6%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado veio abaixo das expectativas do mercado financeiro, de 5,4%, conforme o Termômetro Safras, e foi o menor da série histórica, iniciada em 2012.
No trimestre encerrado em novembro, a PNAD Contínua encontrou 5,644 milhões de pessoas em busca de trabalho, o menor número de desocupados já registrado pela pesquisa. Ao longo da série histórica, o maior contingente de desocupados ocorreu no trimestre encerrado em março de 2021, auge da pandemia de COVID-19, quando esse indicador chegou a 14,979 milhões de pessoas.
A menor desocupação da série histórica foi acompanhada por um novo recorde no número de pessoas ocupadas no país: 103,2 milhões. Com isso, o nível de ocupação, isto é, a proporção de pessoas com 14 anos ou mais de idade que estavam trabalhando, chegou ao maior percentual da série histórica da PNAD Contínua: 59,0%.
Para Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, a manutenção do contingente de trabalhadores em elevado patamar ao longo de 2025 tem assegurado a redução da pressão por busca de trabalho, reduzindo consideravelmente a taxa de desocupação.

