Porto Alegre, 10 de março de 2026 – Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos para grão e farelo, e cotações mais baixas para óleo. Em uma sessão bastante volátil, o mercado oscilou entre os territórios positivo e negativo, dentro de pequenas margens. Os investidores digeriram o relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que reduziu a produção mundial para 2025/26 em 1 milhão de toneladas. No final da sessão, prevaleceu a expectativa de novas compras de produto norte-americano por parte da China, já que representantes dos dois países devem se encontrar no próximo final de semana, segundo a Dow Jones. A queda significativa do dólar frente a outras moedas também atuou como fator de suporte.
O USDA projetou safra mundial de soja em 2025/26 em 427,18 milhões de toneladas. Em fevereiro, a previsão era de 428,18 milhões de toneladas.
O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 180 milhões de toneladas, repetindo o relatório anterior. O mercado apostava em 179,3 milhões. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 171,5 de toneladas. A produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 48 milhões de toneladas, contra 48,5 milhões projetada em fevereiro. O mercado previa um número de 48,1 milhões de toneladas.
O USDA indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,262 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 116 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53 bushels por acre. O USDA repetiu as projeções de fevereiro.
Os estoques finais estão projetados em 350 milhões de bushels ou 9,53 milhões de toneladas, também sem alterações. O mercado apostava em carryover de 343 milhões de bushels ou 9,33 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio de 2026 fecharam com alta de58,50 centavos de dólar por bushel ou 0,45%, a US$ 12,01 3/4 por bushel. A posição julho de 2026 teve cotação de US$ 12,15 por bushel, avanço de 6,00 centavo de dólar por bushel ou 0,49%.
Nos subprodutos, a posição maio de 2026 do farelo fechou com ganho de US$ 1,00 ou 0,31%, a US$ 314,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio de 2026 fecharam a 65,62 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,48 centavo ou 0,72%.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras News
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