Porto Alegre, 8 de outubro de 2026 – Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos para grão e farelo, e cotações mais altas para óleo. O mercado estendeu as perdas de ontem, pressionado pelo andamento da colheita nos Estados Unidos. A perspectiva de um relatório negativo de oferta e demanda, que será divulgado nesta sexta-feira pelo Departamento de Agricultura do país (USDA), também influenciou negativamente. As exportações semanais norte-americanas modestas completaram o quadro ruim.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2026/27, com início em 1º de setembro, ficaram em 549.400 toneladas na semana encerrada em 1 de outubro. A China liderou as compras, com 382.900 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 450 mil e 1,2 milhão de toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,541 bilhões de bushels. Em setembro, a previsão era de 4,535 bilhões. Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 311 milhões de bushels, contra 310 milhões indicados em setembro.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 123,8 milhões de toneladas, recuando frente ao atuais 124 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá reduzir sua estimativa de 125,3 milhões para 125,2 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com baixa de 5,50 centavos de dólar por bushel ou 0,42%, a US$ 12,97 1/2 por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 13,14 1/2 por bushel, recuo de 4,75 centavos de dólar por bushel ou 0,36%.
Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com perda de US$ 5,20 por tonelada ou 1,42%, a US$ 360,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 67,62 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 0,20 centavo ou 0,29%.
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