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Setor deve aumentar capacidade ociosa em 2026 em resposta ao recuo da demanda chinesa por carne bovina

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Porto Alegre, 16 de janeiro de 2026 – O mercado físico do boi gordo apresentou preços de estáveis a mais baixos ao longo da semana nas principais praças de comercialização do Brasil. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos estão tentando impor pressão, pensando principalmente nas questões que envolvem a salvaguarda chinesa.

Iglesias explica que a redução dessa demanda por parte da China que é projetada para 2026 vai ser importante, pois exige uma resposta do setor. “A resposta escolhida foi o aumento de capacidade ociosa, a ideia é reduzir o abate no Brasil este ano”, destaca.

O analista afirma que já havia uma perspectiva de redução por conta da inversão do ciclo, mas que agora há uma outra perspectiva para incentivar este recuo. Ele explica que as medidas serão essenciais para se adequar à essa nova realidade de que a China irá comprar, aproximadamente, 500 mil toneladas a menos de carne bovina brasileira em 2026.

“O mercado realmente está ficando mais pressionado e comedido, as indústrias não estão agressivas na compra de gado. Estão, inclusive, mantendo um padrão de escala curto, pois é intencional ter um trabalho mais controlado”, aponta Iglesias.

Além disso, o analista pontua que a arma do pecuarista neste momento para limitar a agressividade do mercado é ter um pasto em boa condição, pois permite que ele retenha os animais. “Outra coisa que observamos é as indústrias removendo a bonificação do boi para a China. Era pago um prêmio de 5 a 10 reais nessa categoria e estão começando a reduzir, então isso pode ser mais um desestímulo para entregar animais precoces dentro do mercado brasileiro”, concluiu.

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 15 de janeiro:

* São Paulo (Capital) – R$ 315,00 a arroba, baixa de 2,48% em relação aos R$ 323,00 praticados no final da última semana.

* Goiás (Goiânia) – R$ 315,00 a arroba, estabilidade frente ao preço registrado no encerramento da semana passada.

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 315,00 a arroba, inalterado frente ao valor praticado no fechamento da última semana.

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 305,00 a arroba, queda de 3,17% frente aos R$ 315,00 registrados no final da semana passada.

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 295,00 a arroba, recuo de 1,67% ante aos R$ 300,00 praticados na semana passada.

* Rondônia (Vilhena) – R$ 280,00 a arroba, similar ao preço registrado na última semana.

Atacado

Iglesias comenta que o mercado atacadista se deparou com preços acomodados, mas que possivelmente teremos uma semana de virada nos preços. “É muito provável vermos queda nas cotações no curto prazo. Até a semana passada, estávamos observando um preço de Natal das proteínas. Com o período das festas se distanciando, começamos a viver outra realidade de cotações no atacado”, disse. “A carne suína e a carne de frango também estão caindo. Com isso, a minha expectativa é de que a carne bovina também caia neste período”, ressalta.

O analista explica que o perfil de consumo nesta etapa do ano é mais comedido, priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis, somando isso ao alto nível de endividamento médio do brasileiro.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 26,40 o quilo, inalterado ante a semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 19,00 o quilo, também sem alterações frente ao preço registrado no final da semana passada.

Exportações

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 493,806 milhões em janeiro até o momento (6 dias úteis), com média diária de US$ 82,301 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 89,307 mil toneladas, com média diária de 14,884 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.529,30.

Em relação a janeiro de 2025, houve alta de 99,7% no valor médio diário da exportação, ganho de 81,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 10% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

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