Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2026 – O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com negociações acima da referência média ao longo da última semana de fevereiro. “A restrição de oferta ainda torna a composição das escalas de abate bastante complicada, que seguem posicionadas entre cinco e seis dias úteis na média nacional. As chuvas no Centro-Norte brasileiro ainda oferecem boas condições as pastagens possibilitando que o pecuarista cadencie o ritmo dos negócios. Ainda, as exportações seguem em alto nível, sendo o grande elemento de demanda neste início de 2026”, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
Em São Paulo, arroba do boi chegou a faixa de 354 reais nesta semana. No Mato Grosso, foram registrados negócios a 332 reais e, em Minas Gerais, a 339 reais.
No atacado, os preços da carne bovina seguiram firmes ao longo da semana. No entanto, para a última semana de fevereiro a expectativa é que esses preços não encontrem suporte, considerando a reposição mais lenta em um momento de fraco consumo. “Vale ressaltar que a carne bovina ainda perde competitividade em relação as proteínas concorrentes, em especial no comparativo com a carne de frango”, disse Iglesias.
Exportação
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,081 bilhão em fevereiro até o momento (13 dias úteis), com média diária de US$ 83,210 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 192,708 mil toneladas, com média diária de 14,823 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.613,40.
Em relação a fevereiro de 2025, houve alta de 77,3% no valor médio diário da exportação, ganho de 55,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,9% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Fabio Rubenich – fabio@safras.com.br (Safras News)
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