São Paulo, 18 de maio de 2026 – O mercado acionário global segue em clima de maior aversão ao risco. A continuidade da guerra no Oriente Médio faz aumentar o temor de processo inflacionário internacional, elevando a possibilidade do Federal Reserve ter que elevar os juros até o final do ano.
Como reflexo, o rendimento dos títulos governamentais sobem de forma generalizada. O petróleo sobe. O dollar index tem leve baixa e as bolsas cedem. O mau humor externo deve atingir os mercados nacionais nas primeiras operações do dia.
Internamente, destaque para o boletim Focus, que elevou a estimativa para inflação e Selic em 2026. O IBC-Br veio com baixa maior que a esperada. Também merece atenção ao cenário eleitoral, com os investidores aguardando o impacto nas pesquisas do escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central recuou 0,67% em março em relação a fevereiro, indo a 110,24 pontos. Nos dados sem ajuste sazonal, o IBC-Br atingiu 117,62 pontos, ganho de 3,07% na comparação com o mesmo mês de 2025. O mercado apostava em baixa de 0,20% na comparação mensal.
O indicador subiu 1,41% no trimestre na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve uma alta de 1,29%. Em 12 meses, a elevação foi de 1,81%. No ano, o índice acumula alta de 0,41%.
As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus elevaram de 4,91% para 4,92% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. Para 2027, as instituições financeiras mantiveram em 4,00% a previsão para a inflação medida pelo IPCA.
A pesquisa elevou de 13,00% para 13,25% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,50%, o que significa que o mercado espera um corte de 1,25 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 13,00%.
Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 11,25%. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 11,00%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 ficou estável em R$ 5,20 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 caiu de R$ 5,30 para R$ 5,27 por dólar. Há quatro semanas, a previsão para 2026 era de R$ 5,30, enquanto a previsão para 2026 estava em R$ 5,35.
O Indice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 0,89% em maio. No mês de abril, a taxa havia sido de 2,94%. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,48% no ano e 1,46% em 12 meses. Em maio de 2025, o IGP-10 havia caído 0,01% e acumulava alta de 7,54% em 12 meses.
A produção industrial da China registrou crescimento de 4,1% em abril na comparação anual, abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta de 5,9%. Os dados divulgados nesta segunda-feira indicam uma desaceleração mais forte da atividade industrial do país, reforçando sinais de perda de ritmo na segunda maior economia do mundo. Na comparação mensal, a produção industrial chinesa avançou apenas 0,05% em abril, mostrando estabilidade praticamente total em relação a março.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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