São Paulo, 4 de maio de 2026 – O mercado financeiro internacional iniciou a semana com maior aversão ao risco e atenções voltadas para o conflito no Oriente Médio, onde a tensão aumentou durante o final de semana. No Brasil, o mercado avalia o boletim Focus e o anúncio da nova etapa do Programa Desenrola por parte do governo.
O Irã advertiu nesta segunda-feira que forças dos Estados Unidos não devem entrar no Estreito de Ormuz, após o presidente Donald Trump anunciar um plano para auxiliar embarcações retidas na região em meio à guerra.
Trump afirmou que os EUA irão guiar navios presos no Golfo para fora da área, permitindo que retomem suas atividades. No entanto, deu poucos detalhes sobre como a operação seria conduzida.
Em resposta, o comando militar iraniano declarou que qualquer embarcação deve coordenar seus movimentos com as forças armadas do país e alertou que a presença de forças estrangeiras, especialmente dos EUA, poderá ser alvo de ataques caso entrem no Estreito de Ormuz.
As negociações entre Washington e Teerã continuam sem avanços. O Irã indicou que está analisando a resposta dos EUA a uma proposta de paz apresentada anteriormente, mas criticou a postura norte-americana, classificando-a como maximalista.
As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus elevaram de 4,86% para 4,89% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. Para 2027, as instituições financeiras mantiveram em 4,00% a previsão para a inflação medida pelo IPCA.
A pesquisa manteve em 13,00% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,50%, o que significa que o mercado espera um corte de 1,50 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 12,50%.
Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 11,00%. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 10,50%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 ficou estável em R$ 5,25 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 caiu de R$ 5,35 para R$ 5,30 por dólar. Há quatro semanas, a previsão para 2026 era de R$ 5,40, enquanto a previsão para 2026 estava em R$ 5,45.
Em resposta às duras derrotas impostas pelo Congresso na semana passada – rejeição de Messias para o Supremo e retirada dos vetos presidenciais ao projeto da dosimetria -, o governo dá prosseguimento hoje ao processo de tentar melhorar sua popularidade. A partir das 10h, no Salão Leste do Planalto, o presidente Lula participa da coletiva de anúncio do Novo Desenrola Brasil. Os ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (MPO), Luiz Marinho (MTE) e Paulo Pereira (MEMP) e os secretários executivos Rogério Ceron (Fazenda) e Guilherme Mello (MPO) conversarão com a imprensa sobre o programa de renegociação de dívidas.
As articulações do governo se volta agora para o presidente da Câmara, Hugo Motta, apostando em avanços em outros dois projetos considerados essenciais para as pretensões eleitorais de Lula: o fim da escala 6×1 e o PLP dos combustíveis.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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