São Paulo, 4 de setembro de 2026 – As atenções do mercado financerio mundial se voltam para a divulgação dos dados de mercado de trabalho nos Estados Unidos, o payroll, logo mais. No doméstico, o trade eleitoral ganha força, com a pesquisa do Datafolha confirmando uma disputa acirrada. Olho também na escalada da crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
O mercado trabalha com a criação de 56 mil vagas de trabalho e taxa de desemprego em 4,1% em agosto nos Estados Unidos. Números que mostrem resultados piores podem reforçar o sentimento que se fortaleceu ontem da possibilidade de manutenção dos juros americanos na reunião de setembro.
Os títulos soberanos americanos, que sofreram forte pressão no início da semana, estabilizaram-se, enquanto as bolsas americanas avançaram na quinta-feira após declarações do diretor do Federal Reserve (Fed) Christopher Waller melhorarem o sentimento dos investidores.
Waller indicou que o Fed poderá não precisar elevar os juros neste mês caso os dados de inflação de agosto mostrem enfraquecimento das pressões sobre os preços. Após as declarações, os investidores reduziram as apostas em uma alta, e o mercado passou a atribuir probabilidades próximas de 50% para uma manutenção dos juros na reunião de setembro.
No Brasil, em dia que a agenda reserva apenas a divulgação da balança comercial de agosto na parte da tarde, o foco segue voltado para o cenário eleitoral. A semana do mercado local tem sido positiva, com as pesquisas indicando a proximidade de Flávio Bolsonaro do presidente Lula. A possibilidade de troca no comanda, agrada os investidores, que veem na oposição a possibilidade de um maior compromisso com as contas públicas.
O Datafolha confirmou à noite o acirramento da corrida presidencial que vem alimentando o rali dos ativos brasileiros. A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno caiu de quatro para dois pontos em duas semanas. O presidente oscilou de 47% para 46%, enquanto Flávio passou de 43% para 44%, configurando empate técnico.
A crise no STF ganhou um novo capítulo ontem. Alexandre de Moraes pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que André Mendonça seja investigado no inquérito das fake news por indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução dos casos Master e INSS.
Moraes acusa o colega de quebra da imparcialidade, interferência na direção das investigações e direcionamento da Polícia Federal para investigá-lo e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por motivos pessoais e políticos.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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