São Paulo, 27 de abril de 2026 – O mercado financeiro global abre a semana em compasso de espera. No campo geopolítico, os investidores aguardam por evolução nas negociações entre Irã e Estados Unidos, após um final de semana decepcionante. Já em termos de economia, a expectativa se volta para a bateria de decisões sobre política monetária ao longo da semana.
Os esforços para reduzir as divergências entre Estados Unidos e Irã não foram interrompidos, disseram fontes do Paquistão, que atua como mediador, apesar do fracasso da diplomacia presencial após Donald Trump cancelar uma viagem de seus enviados e dizer que o Irã deve ligar quando quiser um acordo.
As esperanças de retomar os esforços de paz diminuíram desde que o presidente dos EUA cancelou, no sábado, uma visita de seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner a Islamabad, capital paquistanesa, onde o chanceler iraniano Abbas Araqchi entrou e saiu duas vezes ao longo do fim de semana.
Os bancos centrais do Japão, Eurozona, Reino Unido, Estados Unidos e Brasil definem nesta semana o rumo dos juros básicos. Na quarta, o Fed deve manter as taxas americanas inalteradas. No mesmo dia, no Brasil, o Copom deverá cortar a Selic em 0,25 ponto percentual. Tanto aqui como no exterior, o mercado espera os comunicados e falas de dirigentes, principalmente sobre os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre a economia mundial.
As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus elevaram de 4,80% para 4,86% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. Para 2027, as instituições financeiras elevaram de 3,99% para 4,00%.
As instituições reduziram de 1,86% para 1,85% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 ficou estável em 1,80%.
A pesquisa Focus manteve em 13,00% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,75%, o que significa que o mercado espera um corte de 1,75 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 12,50%.
Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 11,00%. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 10,50%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 diminuiu de R$ 5,30 para R$ 5,25 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 manteve-se em R$ 5,35 por dólar. Há quatro semanas, a previsão para 2026 era de R$ 5,40, enquanto a previsão para 2026 estava em R$ 5,45.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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