Porto Alegre, 29 de outubro de 2026 – Após o Federal Reserve tem mantido a taxa de juros dos Estados Unidos entre 3,75% e 4% ao ano ontem, conforme o esperado pelo mercado, as atenções nesta quinta-feira se voltam para a divulgação do índice de inflação PCE e do PIB preliminar do país no terceiro trimestre. Na Europa, hoje é a vez do Banco Central Europeu anunciar a expectativa para a taxa de juros dos países do bloco. Já no Brasil, além da expectativa para a composição dos nomes para o quarto mandato de Lula como presidente, o mercado deve avaliar o resultado do IGP-M de outubro.
Nos Estados Unidos, esses índices servirão como um termômetro no que tange à expectativa de um aperto monetário, depois que houve um endurecimento sobre o discurso por parte do presidente do Fed, Kevin Warsh, envolvendo a inflação no país. O comunicado de ontem do Fed passou a classificar o crescimento da economia norte-americana como forte, em vez de sólido, reforçando o tom hawkish diante da inflação acima da meta.
Segundo a BDM Online, para a primeira leitura do PIB dos Estados Unidos, a expectativa é de uma aceleração do crescimento para 3,2% em termos anualizados, ante 2,2% no segundo trimestre. As estimativas são sustentadas principalmente pelo consumo das famílias e pelos investimentos em tecnologia e IA.
Já o PCE de setembro deve mostrar nova aceleração da inflação, com alta de 0,5% no mês, ante 0,3% em agosto, e de 3,7% em 12 meses, após 3,4%. O núcleo, mais acompanhado pelo Fed, deve subir 0,3% no mês, após 0,2%, e acelerar de 3% para 3,1% na comparação anual.
Na Europa, por sua vez, a sinalização é de que o Banco Central Europeu mantenha a taxa de depósito em 2,5%, após a alta de 25 pontos-base em setembro.
Em âmbito doméstico, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de outubro, divulgado há pouco pela Fundação Getúlio Vargas, subiu 1,47% em outubro. No mês de setembro, a taxa havia sido de 1,57%. Com este resultado, o índice acumula alta de 4,97% no ano e de 5,24% em 12 meses. Em outubro de 2025, o IGP-M havia caído 0,36% e acumulava alta de 0,92% em 12 meses. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta de 1,60% em outubro e de 5,35% em 12 meses.
Ontem, relatório divulgado pela Petrobras apontou que, no terceiro trimestre de 2026, a produção média de óleo, LGN e gás natural da alcançou a marca recorde de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed), 11,7% acima do mesmo trimestre do ano passado e 5,3% acima do 2T26, em função, principalmente, do maior patamar de eficiência da produção em 8 anos, do ramp-up dos FPSOs P-78 e P-79, no campo de Búzios, do atingimento do topo de produção do FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, além do menor volume de perdas por paradas para manutenções.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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