São Paulo, 14 de abril de 2026 – O mercado global de commodities inicia a terça-feira mais tranquilo, aguardando com expectativa renovada o reinício das conversas entre Irã e Estados Unidos, buscando uma solução para o conflito no Oriente Médio.
Com consequência, o petróleo recua nas primeiras posições em Nova York e Londres e o dólar perde força frente a seus pares. As bolsas fecharam em alta na Ásia e sobem predominantemente na Europa e no pré mercado de Wall Street.
” Lá fora, os sinais de que EUA e Irã ainda estão dispostos em negociar tem dado suporte aos ativos de risco. Assim, o dólar recua, as taxas das treasuries voltam a fechar, e as bolsas operam em leve alta. Por aqui, o fluxo do investidor estrangeiro para a bolsa local segue extremamente robusto. Espera-se uma abertura para Bolsa, com queda dos DIs e dólar”, aponta a Ajax Asset, em relatório matinal.
No exterior, o mercado aguarda a divulgação do PPI de março, às 9h30, com expectativa de alta de 1,1%. O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgará às 10h o seu relatório com estimativa para o crescimento da economia mundial.
No Brasil, o principal indicador do dia é sobre os dados de Serviços em fevereiro. O presidente Lula concede entrevista às 10h a veículos selecionados e imprensa e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, conversa com a Bloomberg na parte da tarde. As atenções do mercado se voltam a novidades sobre as medidas a serem anunciadas para combater o endividamento das famílias, ponto crucial do governo visando as eleições de outubro.
O superávit comercial da China totalizou US$ 51,13 bilhões em março, bem abaixo dos US$ 113 bilhões esperados pelo mercado, de acordo com dados divulgados hoje pela Administração Geral de Alfândegas do País.
O crescimento das exportações da China desacelerou fortemente em março, após um início de ano robusto, enquanto os mercados avaliam o impacto das tensões crescentes no Oriente Médio e o risco de um choque energético sobre a demanda global.
Os embarques externos avançaram 2,5% em março na comparação anual, desacelerando frente ao salto de 21,8% registrado no período de janeiro a fevereiro. Conforme a Agência Dow Jones, o resultado ficou abaixo da expectativa de alta de 8,0% projetada por economistas consultados pelo Wall Street Journal.
As importações chinesas dispararam 27,8% em março na comparação anual, ante aumento de 19,8% nos dois primeiros meses do ano. O número superou a previsão de crescimento de 7,0% dos economistas.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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