São Paulo, 30 de junho de 2026 – Na última sessão do trimestre e do semestre, o mercado financeiro global opera com cautela. As bolsas, em sua maioria, sobem, consolidando os ganhos trimestrais. O petróleo opera perto da estabilidade, em um trimestre marcado por fortes perdas. Na agenda de hoje, destaque para os dados do Caged e o Plano Safra aqui e o relatório Jolts nos Estados Unidos.
As bolsas globais caminhavam nesta terça-feira para registrar o melhor desempenho de um segundo trimestre em seis anos, enquanto a recuperação do dólar levou o iene ao menor nível em quatro décadas e colocou a moeda norte-americana a caminho do quarto trimestre consecutivo de valorização.
Nos últimos três meses, o Estreito de Ormuz foi sendo reaberto de forma gradual e irregular, à medida que as hostilidades entre Estados Unidos e Irã deram lugar a um frágil cessar-fogo, provocando uma queda de 20% nos preços do petróleo. Ao mesmo tempo, ocorreu uma mudança significativa nas expectativas para os juros nos Estados Unidos, em um cenário marcado pelo avanço aparentemente irresistível das ações ligadas à inteligência artificial.
O Governo Federal lança, nesta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027, com R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial. Com acréscimo de R$ 9 bilhões em relação à safra anterior, a iniciativa oferece linhas de crédito, incentivos e instrumentos de política agrícola voltados a médios e grandes produtores, com o objetivo de fortalecer a produção agropecuária brasileira. A cerimônia ocorre no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), com o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
Do total de recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização, garantindo recursos para despesas essenciais da produção agropecuária, como a aquisição de insumos, a condução das lavouras, a manutenção dos rebanhos e a comercialização da produção. Outros R$ 140,2 bilhões serão direcionados aos investimentos, apoiando a modernização produtiva, a ampliação da capacidade de armazenagem, a irrigação, a inovação tecnológica, a renovação de máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência nas propriedades rurais.
O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio, ante déficit de R$ 33,7 bilhões no mesmo mês de 2025. No Governo Central e nos governos regionais houve déficits respectivos de R$55,2 bilhões e R$1,2 bilhão, e nas empresas estatais, superávit de R$0,3 bilhão. Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit de R$149,0 bilhões, equivalente a 1,14% do PIB, 0,16 p.p. do PIB superior ao déficit acumulado até abril.
Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$107,5 bilhões em maio de 2026, ante R$92,1 bilhões em maio de 2025. Contribuiu para essa evolução o aumento no estoque do endividamento líquido no período. No acumulado em doze meses até maio, os juros nominais alcançaram R$1.111 bilhões (8,48% do PIB), comparativamente a R$946,1 bilhões (7,74% do PIB) nos doze meses até maio de 2025.
O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$163,7 bilhões em maio. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.260 bilhões (9,62% do PIB), mantendo-se estável, como percentual do PIB, em relação ao mês anterior.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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