São Paulo, 1 de julho de 2026 – O mercado financeiro global iniciou o dia cauteloso. Bolsas recuam, corrigindo os ganhos recentes, enquanto dólar e juros sobem, com maior aversão ao risco. O petróleo cai, em meio a um maior otimismo com o rumo das conversas entre Estados Unidos e Irã e a retomada do fluxo no Estreito de Ormuz. No Brasil, a abertura tende a se apoiar no comportamento externo.
Na agenda do dia, atenções no exterior para o discurso no novo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano, Kevin Warsh. Mas o sentimento dos agentes não é de muita expectativa, já que o chairman tem mantido tons evasivos em suas falas.
O índice harmonizado de preços ao consumidor (HICP, da sigla em inglês) dos países que compõem a zona do euro subiu 2,8% em junho na comparação com o mesmo período de 2025, abaixo dos 3,2% registrados em maio, segundo dados preliminares divulgados pela agência de estatísticas Eurostat. Em base mensal, os preços ao consumidor caíram 0,1% em junho de 2026. Em base anual, o IPC ficou abaixo das estimativas do mercado, que projetava uma alta de 3%.
No Brasil, pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando os cenários testados para a eleição presidencial de 2026, tanto no primeiro quanto no segundo turno. No cenário de segundo turno entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente aparece com 48,8% das intenções de voto, contra 42,3% do parlamentar. Indecisos, votos brancos e nulos somam 8,9%. Na rodada anterior, realizada em maio, Lula tinha 48,9% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 41,8%.
Segundo dados do Banco Central (BC), em maio, o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$21,5 trilhões (164,2% do PIB), com avanço mensal de 1,6%. Esse resultado refletiu, principalmente, os aumentos de 2,9% nos títulos públicos e de 2,5% nos empréstimos externos. Em doze meses, houve crescimento de 12,2%, destacando-se as elevações em títulos públicos (17,6%), empréstimos do SFN (9,2%) e títulos privados de dívida (19,0%).
O crédito ampliado às empresas atingiu R$7,2 trilhões em maio (54,7% do PIB), com crescimento de 1,5%, resultado das elevações nos saldos dos empréstimos externos (2,5%), que refletiram a depreciação cambial no mês (1,37%), e dos títulos de dívida (1,7%). Em doze meses, a expansão de 6,9% foi impulsionada pelo incremento nos títulos de dívida (17,5%).
Dylan Della Pasqua / Safras News
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