São Paulo, 7 de abril de 2026 – O mercado financeiro global inicia a terça-feira em ritmo cauteloso, aguardando o final do prazo estipulado ao Irã pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a reabertura do Estreito de Ormuz. As bolsas da Ásia subiram, mas os índices futuros recuam nos Estados Unidos e na Europa.
O petróleo sobe, assim como os treasuries e o dollar index opera perto da estabilidade. No Brasil, a tendência é que o mercado acompanhe o clima de maior aversão ao risco no exterior.
O Irã não deu sinais de que atenderá à exigência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reabrir o Estreito de Hormuz até o fim de terça-feira, sob risco de sofrer ataques massivos contra sua infraestrutura civil, segundo matérias da agência Reuters.
À medida que o prazo imposto por Trump se aproxima, os mercados globais permanecem cautelosos, à espera de uma definição sobre se o presidente americano cumprirá suas ameaças ou recuará, como já ocorreu anteriormente.
Trump estabeleceu o prazo até 20h (horário de Washington; meia-noite em GMT e 3h30 em Teerã) para que o Irã suspenda o bloqueio ao fluxo de petróleo no Golfo, afirmando que, caso contrário, destruirá pontes e usinas de energia no país em poucas horas.
O governo iraniano rejeitou as exigências e ameaçou retaliar contra infraestruturas de aliados dos EUA na região, destacando que cidades no Golfo dependem fortemente de energia e água para sua sobrevivência.
No Brasil, a agenda de indicadores reserva pouca expectativa, com o dado mais importante sendo o resultado de março da balança comercial brasileira, que será divulgado às 15h. No exterior, sem indicadores relevantes neste terça-feira.
Combustíveis
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem Medida Provisória, um Projeto de Lei e Decretos que ampliam as ações de governo para conter os impactos da alta da cotação dos combustíveis decorrentes da guerra no Oriente Médio. As medidas são amplas, com efeitos nas cadeias de fornecimento de combustíveis e também no setor aéreo.
Entre as medidas, destaque para a subvenção de R$ 1,20 para a importação de diesel rodoviário, em cooperação com os estados A subvenção será paga diretamente pela União, mas os estados que aderirem ao programa compensarão metade de seu valor (R$ 0,60 por litro). Também foi anunciada a subvenção de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil.
O Governo do Brasil publicará decreto que zera os dois tributos federais – PIS e Cofins que incidem sobre o biodiesel, gerando uma economia de R$ 0,02 por litro do combustível. O combustível renovável hoje é adicionado ao óleo diesel vendido nas bombas, em uma proporção de 15%.
Para garantir um alívio nos preços do combustível inclusive no gás de cozinha a MP autoriza que o Governo Federal pague uma subvenção de R$ 850,00 sobre cada tonelada de Gás Liquefeito de Petróleo Importado, com valor total de R$ 330 milhões.
A MP assinada prevê duas novas linhas de crédito para reduzir o impacto das altas nos preços de combustíveis sobre as operações das companhias aéreas brasileiras.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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