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RADAR DO DIA: Atenção aos indicadores, retorno do judiciário e Congresso e balanços

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São Paulo, 2 de fevereiro de 2026 – Nesta segunda-feira, os destaques em Brasília são as solenidades de abertura do ano judiciário, no Supremo Tribunal Federal (STF), com a participação do presidente Luís Inácio Lula da Silva, às 14h, e de retomada das atividades legislativas no Congresso, às 15h. Entre os temas de destaque nas tramitações do parlamento neste ano de eleições, estão o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, segurança pública, fim da escala 6×1 e análises de vetos do presidente Lula.

O Congresso Nacional retoma os trabalhos com 73 vetos presidenciais pendentes de votação. Desses, 53 trancam a pauta. Entre as matérias aprovadas pelo Legislativo e barradas pelo Executivo, destaca-se o projeto que reduz as penas para crimes cometidos contra o Estado democrático de direito. Outro veto atinge a lei que flexibiliza as regras de licenciamento ambiental. Os senadores e deputados poderão votar por manter ou derrubar os vetos.

Na contagem regressiva para deixar o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad indicou a Lula o secretário de política econômica da Fazenda, Guilherme Mello, para ocupar uma das duas diretorias do Banco Central (BC) que estão vagas, segundo informação da Bloomberg confirmada pelo Estadão e pelo UOL.

O nome mais cotado para assumir o comando do ministério da Fazenda é o do secretário-executivo, Dario Durigan.

Na agenda de indicadores, o mercado avalia as projeções do mercado no Relatório Focus, para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outras, divulgadas há pouco. As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa reduziram de 4,00% para 3,99% a previsão para a inflação medida pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A meta para a inflação no período é de 3,00%. Para 2027, as instituições financeiras mantiveram em 3,80% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A meta para a inflação no período é de 3,00%.

As instituições financeiras mantiveram em 1,80% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 ficou estável em 1,80%.

A previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026, que atualmente está em 15,00%, foi mantida em 12,25% pelas instituições financeiras ouvidas pelo BC na pesquisa Focus, o que significa que o mercado espera um corte de 2,75 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 10,50%.

A projeção para a taxa de câmbio em 2026 ficou estável em R$ 5,50 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 caiu de R$ 5,51 para R$ 5,50 por dólar. Há quatro semanas, as previsões eram as mesmas tanto para 2026 quanto para 2026.

A Fundação Getúlio Vargas também divulgou na manhã desta segunda que o Indice de Confiança Empresarial (ICE) avançou 0,5 ponto em janeiro, para 92,5 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice também avançou 0,5 ponto, a terceira alta consecutiva.

Já o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) da quarta quadrissemana de janeiro de 2026 subiu 0,59% e acumula alta de 4,60% nos últimos 12 meses.

A agenda de indicadores também indicou que o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial do Brasil, referente a janeiro, caiu a 47,0, de 47,6, segundo divulgação da S&P Global.

Às 16h, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulga a estimativa de safra de soja, milho e algodão do estado.

O mercado também avalia hoje as divulgações de PMIs industriais dos EUA, Alemanha, Eurozona e do Reino Unido.

Nos EUA, ainda, serão anunciados o índice ISM de atividade industrial de janeiro, as inspeções de exportação semanal e dados de esmagamento de soja e uso de milho na produção de etanol.

E o mercado ainda digere a confirmação de Kevin Warsh para assumir a presidência do Federal Reserve, em substituição a Jerome Powell, anunciada na sexta-feira (30/1) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

CORPORATIVO

O mês de fevereiro começa com a temporada de resultados trimestrais no radar do noticiário corporativo. Entre as companhias acompanhadas pela Agência Safras News, a temporada de resultados será inaugurada oficialmente pela Brasilagro, que apresenta o seu relatório do segundo trimestre do ano-safra 2025/2026 no dia 5 de fevereiro, e a apresentação pública, em teleconferência, no dia seguinte.

O início do mês também traz as divulgações do reajuste do preço do querosene de aviação (QAV) pela Petrobras e dos dados consolidados da produção de petróleo e gás em dezembro e do acumulado de 2025, no boletim mensal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Na sexta-feira (30/1), a Petrobras anunciou uma redução de 0,5% do preço médio de venda do QAV da companhia para as distribuidoras em fevereiro, o que corresponde a uma redução de R$ 0,02/litro em relação ao preço do mês anterior. No acumulado do ano, a redução é de 9,9%, o que corresponde a um decréscimo de R$ 0,36/litro, comparando com o preço em dezembro de 2025.

Na seara dos combustíveis, o mercado acompanha se a Petrobras vai aumentar o preço do diesel, diante da recente alta do petróleo por conta das tensões no Oriente Médio. As especulações apontam que a empresa poderia aumentar o diesel em R$ 0,39 o litro, depois que a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indicou que o preço do diesel estava 12% acima da paridade de importação (PPI) no país, em média. O último reajuste do diesel pela Petrobras aconteceu em 6 de maio do ano passado.

A processadora de carnes bovina, suína e de frango Tyson Foods reportou, no primeiro trimestre fiscal de 2026, receitas de US$ 14,313 bilhões, 5,06% superiores às registradas no mesmo período do ano anterior. Por outro lado, o lucro caiu 76,3% na mesma base de comparação, para US$ 85 milhões. Segundo a empresa, o resultado se deve ao impacto de US$ 90 milhões, US$ 60 milhões e US$ 150 milhões, respectivamente, nos segmentos de carne bovina, suína e na margem operacional de toda a empresa, de provisões para contingências legais reconhecidas como reduções nas Vendas.

A Cosan recebeu, na noite de sexta-feira (30/1), notificação da Vertiz e do fundo de investimento em participações FIP BPAC3, administrado pelo BTG Pactual, informando que: (i) os veículos BTG e Perfin desvincularam uma parcela de sua participação na Vertiz, passando a deter, também, participação direta na companhia; (ii) que a Vertiz reduziu a sua participação na companhia de 1.450.000.000 ações ordinárias (equivalente a 36,56% do capital social total da companhia) para 959.661.363 ações ordinárias (equivalente a 24,19% do capital social total da companhia); (iii) o FIP BPAC3 atingiu a posição de, aproximadamente, 331.513.280 ações ordinárias da companhia, equivalendo a, aproximadamente, 8,36% do capital social total da companhia; (iv) o bloco de acionistas continua com a mesma participação direta e indireta da companhia, e as ações vinculadas e não vinculadas continuarão votando da mesma forma.

A Raízen informa que recebeu a carta de renúncia apresentada por Brian Paul Eggleston ao cargo de membro do conselho de administração da companhia e que, para substituição dessa posição, a acionista Shell indicou Jorrit Jan Witte Van Der Togt como novo membro efetivo do colegiado.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou a interdição total da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, por risco grave de acidente. A Refit confirmou a interdição total das suas instalações e disse que imediatamente protocolou, perante o Tribunal Regional Federal da 1a Região (TRF1), pedido de suspensão dos efeitos da decisão da autarquia e o restabelecimento das operações. O pedido encontra-se concluso ao relator e aguarda análise.

A Vale disse na noite de domingo (1) que o Ministério Público Federal (MPF) pediu à justiça a adoção de medidas liminares, incluindo o bloqueio patrimonial no valor de R$1 bilhão, após o extravasamento ocorrido na madrugada de domingo passado, na mina de Fábrica em Ouro Preto, Minas Gerais. Conforme comunicado ao mercado, o MPF apresentou uma tutela cautelar antecedente sob argumento de prevenir o agravamento de supostos danos ambientais.

Com informações da Agência Senado.

Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)

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