São Paulo, 5 de março de 2026 – Nesta quinta-feira e sexto dia de conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, os investidores devem seguir atentos às notícias sobre a guerra e seus impactos na economia. No mercado de commodities, o petróleo volta a avançar, diante dos temores de interrupções na oferta global de energia.
Ontem, os mercados buscaram recuperação com rumores de um acordo e promessas dos EUA de proteger navios no Estreito de Ormuz. Mas, depois, o acordo foi negado e novos ataques acirraram o fechamento da passagem.
Da China, foram anunciadas medidas econômicas na reunião anual do Parlamento para impulsionar o consumo interno, estimular o mercado imobiliário e restringir a superprodução de aço. Como parte de seu plano quinquenal, o país estabeleceu uma meta de crescimento econômico de 4,5% a 5% para 2026, uma ligeira redução em relação ao ritmo de 5% alcançado no ano passado. O país também prometeu reduzir a capacidade de produção de commodities, estabelecer um mecanismo de controle de emissões de carbono para a indústria e expandir a cobertura do mercado nacional de comércio de emissões de carbono entre 2026 e 2030.
No Brasil, a bolsa avançou no pregão de quarta-feira (4), impulsionada pelos bancos, após o Banco Central autorizar deduzir a antecipação ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) dos recolhimentos compulsórios sobre depósitos à vista e a prazo.
Os investidores também acompanham novos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master, que ontem ganhou um tom sombrio com a morte de um dos investigados pela Polícia Federal, do suspeito Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como Sicário do banqueiro Daniel Vorcaro, na cela da superintendência da PF em Minas Gerais.
Na agenda, estão previstas as divulgações da pesquisa eleitoral do Datafolha, dados de aluguéis, a PNAD de janeiro, condições de crédito, balança comercial brasileira e os balanços de Petrobras e 3tentos após o fechamento do pregão.
Os investidores também avaliam os indicadores dos EUA de seguro-desemprego, preços de importação e exportação e custo da mão de obra e produtividade do quarto trimestre.
CORPORATIVO
A Rumo, empresa de logística do conglomerado Cosan, obteve lucro líquido ajustado de R$ 441 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), ante R$ 206 milhões um ano antes, e R$ 2,093 bilhões no ano, alta de 0,3%, ou seja, em linha com o resultado anual de 2024, de R$ 2,088 bilhões.
A Petrobras informou sobre indicações do acionista controlador e de acionistas minoritários para o conselho de administração e conselho fiscal da companhia e que Rosangela Buzanelli Torres foi eleita representante dos empregados da companhia para o conselho de administração, com mandato de 2026-2028. As indicações serão submetidas à análise e posterior manifestação do Comitê de Elegibilidade e do Conselho de Administração.
A Raízen informou, em fato relevante divulgado na noite de ontem (4) que, diante das discussões conduzidas nas últimas semanas com seus acionistas controladores, está avaliando a implementação de uma solução abrangente e definitiva para o fortalecimento de sua estrutura de capital, inclusive uma recuperação extrajudicial, se necessária.
Após o fechamento do pregão de quarta-feira (4), a Rumo, companhia de logística do grupo Cosan, divulgou os números relativos ao quarto trimestre e ao ano de 2025.
Nesta quinta-feira (5), após o fechamento do pregão, será a vez da 3Tentos e da Petrobras divulgarem seus resultados financeiros do período. A diretoria executiva da Petrobras realizará conferência com analistas e investidores na sexta-feira (6), às 11h30, e concederá entrevista coletiva à imprensa às 14h30, sobre os dados.
Na sexta-feira (6), às 11h, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) realiza a coletiva de imprensa para comentar os números da indústria automotiva no último mês e no primeiro bimestre, além dos assuntos mais quentes do momento, com transmissão pelo canal da entidade no Youtube. Os dados embargados serão divulgados às 10h.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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