São Paulo, 10 de março de 2026 – Nesta terça-feira, o mercado segue atento ao conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Ontem (9), os mercados reagiram positivamente às falas do presidente estadunidense, que disse que o fim da guerra com o Irã pode acontecer “em breve”, derrubando o preço do barril de petróleo em até 10% durante a sessão eletrônica. O Irã reiterou as ameaças de interrupção no fornecimento via Estreito de Ormuz, o que foi respondido novamente por Donald Trump com promessas de atacar o país 20 vezes mais forte.
No pregão de ontem, após pregão volátil, o Ibovespa fechou em alta de 0,86%, aos 180.915,36 pontos, com volume financeiro de R$ 37,2 bilhões e destaque para altas da Petrobras e demais petroleiras, impulsionadas pela disparada do petróleo. O dólar fechou em baixa de 1,52%, a R$ 5,1641. Lá fora, o índice DXY virou e passou a cair 0,11%, aos 98,881 pontos. O euro ficou perto da estabilidade (-0,03%), a US$ 1,1614, e a libra subiu 0,14%, a US$ 1,3430.
Em boletim matinal, a Levante Ideias de Investimento comenta que, no entanto, esse entusiasmo é relativo, ao destacar que os países exportadores de petróleo no Oriente Médio ainda não retomaram a plena capacidade e os custos de transporte provavelmente permanecerão elevados por algum tempo. Por isso, pode ser que as declarações de Donald Trump sejam apenas mais uma de suas bravatas, sem mais substância concreta.
Os investidores também digerem os dados da balança comercial da China, que registrou superávit de US$ 213,62 bilhões em janeiro e fevereiro, segundo informações da alfândega do país. Em dezembro, o superávit foi de US$ 114,14 bilhões. A previsão era de superávit de US$ 186,5 bilhões. Em janeiro e fevereiro, as exportações da China subiram 21,8% no ano (ante previsão de alta de 7%), enquanto as importações avançaram 19,8% (ante previsão de alta de 6%).
Na agenda de indicadores, hoje, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou o Indice de Preços ao Consumidor (IPC) do município de São Paulo referente à 1a. quadrissemana de março. O IPC-Fipe subiu 0,32% no período entre 8 de fevereiro a 7 de março.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) também divulgou o Indice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) referente à primeira quadrissemana de março, que acelerou em seis das sete capitais pesquisadas. O índice subiu 0,04%, resultado acima do registrado na última divulgação, na passagem da quarta quadrissemana de fevereiro para a primeira de março (-0,14%).
A FGV divulga, às 10h, os Barômetros Econômicos Globais referentes a março e o Banco Central (BC) divulga, às 11h, as Estatísticas do Valores a receber.
Nos EUA, as vendas de imóveis usados de fevereiro serão publicadas às 11h pelo NAR. A previsão é de queda de 1,5% em base mensal.
CORPORATIVO
Por aqui, os investidores avaliam os resultados da Cosan, que reportou um prejuízo líquido de R$5,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, representando um recuo de 38% em relação ao prejuízo de quase R$9,3 bilhões registrado no mesmo período de 2024, segundo relatório apresentado após o fechamento de ontem (9). A diretoria da empresa vai comentar os resultados em teleconferência às 10h.
A Petroreconcavo registrou produção total de 24,4 mil barris de óleo equivalente por dia em fevereiro, alta de 1,1% ante janeiro.
A temporada de balanços no Brasil continua com os resultados da Prio, nesta terça-feira, após o término do pregão da B3.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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