Porto Alegre, 20 de fevereiro de 2026 – Os primeiros sinais são de que os produtores norte-americanos de soja deverão optar pela soja na temporada 2026/27. A área com a oleaginosa deve aumentar, enquanto o cultivo de milho tende a recuar.
Nesta semana, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) realizou o seu Fórum Anual. No evento são divulgadas as primeiras projeções para a temportada. A sinalização inicial do Departamento é de uma semeadura crescendo de 81,2 milhões de acres no ano passado para 85 milhões de acres. O mercado apostava em número de 84,9 milhões. Já a área do milho deverá recuar de 98,8 milhões para 94 milhões de acres. O mercado apostava em 94,9 milhões de acres.
Para a produção, e contando com clima regular, o USDA projeta safra 4,450 bilhões de bushels, ante 4,262 bilhões na temporada anterior. A produtividade esperada é de 53 bushels por acre, igual a temporada 2025/26. Os estoques devem ficar em 355 milhões de bushels, ante 350 milhões na temporada anterior.
O cenário para o produtor americano não é dos melhores,combinando a ampla ofert oferta global, preços fracos das commodities e aumento dos custos de insumos. Esse quadro é compartilhado tanto pela soja como pelo milho.
Os baixos preços do milho e a oferta abundante após a safra recorde dos EUA em 2025 devem desestimular a expansão do plantio neste ano, embora a boa demanda de exportadores e da indústria de etanol deva limitar uma queda mais acentuada, segundo analistas citados pela agência Reuters.
No caso da soja, a área deve aumentar apesar das tensões comerciais em curso com a China, principal importadora, e da forte concorrência nas exportações por parte do Brasil, maior fornecedor global, e com uma safra recorde a caminho.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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