São Paulo, 11 de março de 2026 – A Prio publicou uma nova certificação de reservas da companhia, elaborada pela DeGolyer & MacNaughton (D&M), com data de referência de 1 de janeiro, e que inclui as reservas dos clusters Polvo e TBMT (Bravo), Frade e Wahoo (Valente), o campo de Albacora Leste e o campo de Peregrino. A empresa também divulgou um resumo do capex associado às reservas.
O relatório informa que o total 1P em janeiro de 2026 era de 757,3 milhões de barris de petróelo (MMbbl), de 764,9 MMbbl em janeiro do ano passado. Por cluster, Valente (Frade e Wahoo) totalizava 232,5 MMbbl, Bravo (Polvo e Tubarão Martelo) 35,6 MMbbl, 90% do Albacora Leste 273,4 MMbbl e 80% de Peregrino 215,8 MMbbl.
O total 1P pós closing, que inclui 53,9 milhões de barris de óleo correspondentes a 20% de Peregrino, era de 814,9 MMbbl em janeiro de 2025 e totalizava 811,3 MMbbl em janeiro deste ano.
O total 1C era de 108,0 MMbbl em janeiro de 2026, de 90,9 MMbbl um ano antes.
Assim, o total de reservas 1P+1C era de 919,3 MMbbl em janeiro, de 905,8 MMbbl no mesmo mês de 2025.
No campo de Frade, foi considerado 1 poço “infill” em 2026 e um dos poços anteriormente contemplados no PDNP foi reclassificado para o 1C. Adicionalmente, o capex por poço novo foi revisado, refletindo a expectativa atual de custos de perfuração no campo, à medida que o projeto avançou para um maior nível de definição.
No campo de Wahoo, a certificação foi atualizada para incorporar o cronograma mais recente do projeto. O Capex total também foi ajustado para US$870 milhões, refletindo a estimativa mais atualizada após o avanço da execução do projeto.
Em Albacora Leste, a curva de produção 1P foi revisada considerando a expectativa atual de obtenção das licenças ambientais necessárias para o início da campanha de perfuração. Além disso, um poço anteriormente contemplado no PUD foi reclassificado para 1C. O capex por barril adicionado aumentou em relação à certificação anterior, principalmente pela exclusão dos dois poços hidratados que foram reabertos em 2025 e que apresentavam menor capex por barril adicionado.
No cluster Polvo e TBMT, a nova certificação passou a refletir o novo poço POL-GY no campo de Polvo, que entrou em produção em 2025 e não estava contemplado anteriormente na curva 1P do cluster. Adicionalmente, foram considerados um poço produtor (Well B) em 2026 e um poço produtor (Well A) previsto para 2027 no campo de Polvo. Em relação ao capex, a certificação anterior considerava dois workovers em Tubarão Martelo, o que resultava em menor capex por barril adicionado, uma vez que essas intervenções possuem custo inferior à perfuração de novos poços.
Por fim, no campo de Peregrino, a nova certificação foi ajustada para refletir a redução do opex implementada pela Prio após a assunção da operação do ativo, o que viabilizou a extensão da vida útil do campo e adicionou 19,3 milhões de barris à curva 1P. Adicionalmente, foram incluídos 29 milhões de barris referentes à parte das reservas da área do campo chamada de “isolado”, correspondentes ao volume identificado até o LKO (Lowest Known Oil). A perfuração prevista para este ano permitirá a avaliação de um potencial incremento de volume nessa área, disse a Prio, no relatório.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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