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Preços do milho recuam no Brasil com melhora na disponibilidade de oferta para compra

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Porto Alegre, 10 de abril de 2026 – O mercado de milho apresentou um cenário de preços em queda na maioria das praças de comercialização do Brasil, em meio à melhora na disponibilidade de oferta para compra com o avanço da colheita da safra de verão. A exceção ficou com o Rio Grande do Sul, que mantém uma trajetória de cotações em elevação.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, a evolução do clima, permitindo uma melhora dos trabalhos no campo, ajudou a pressionar as cotações em estados como Paraná e São Paulo, diante da melhora na disponibilidade de milho para compra. A preocupação com os custos logísticos, contudo, permanece no radar do mercado.

A semana foi marcada também pela forte volatilidade dos preços futuros do milho e do câmbio. Os preços nos portos também se mostraram enfraquecidos devido ao dólar mais fraco também.

Agentes também centraram as atenções no relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o mês de abril, divulgado na quinta-feira (9).

Os Estados Unidos deverão colher 17,021 bilhões de bushels na temporada 2025/26, similar ao indicado em março. A produtividade média em 2025/26 deve atingir 186,5 bushels por acre, estável ao indicado no mês passado.

Os estoques finais de passagem da safra 2025/26 foram estimados em 2,127 bilhões de bushels, estável ao número indicado em março, enquanto o mercado indicava estoques de 2,143 bilhões de bushels. As exportações em 2025/26 foram indicadas em 3,300 bilhões de bushels, contra os 3,300 bilhões de bushels apontados no relatório do mês passado. O uso de milho para a produção de etanol foi indicado em 5,6 bilhões de bushels em 2025/26, estável em relação ao apontado em março.

A safra global 2025/26 de milho foi aumentada de 1.297,44 milhão de toneladas para 1.301,07 milhão de toneladas. O USDA estimou estoques finais da safra mundial 2025/26 em 294,81 milhões de toneladas, contra as 292,75 milhões de toneladas estimadas em março e ante as 293,2 milhões de toneladas previstas pelo mercado.

A estimativa de safra brasileira é de 132 milhões de toneladas em 2025/26, sem mudanças. A produção da Argentina deve atingir 52 milhões de toneladas em 2025/26, mesmo volume apontado em março. A Ucrânia teve sua projeção de safra 2025/26 mantida em 30,7 milhões de toneladas. A África do Sul teve a safra indicada em 17,3 milhões de toneladas para 2025/26, elevação diante das 16,5 milhões de toneladas previstas em março. A China teve a estimativa de produção em 2025/26 apontada em 301,24 milhões de toneladas, similar ao valor apontado no mês passado.

Preços internos

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 65,30 no dia 9 de abril, baixa de 2,12% frente aos R$ 66,71 registrados no final da semana passada. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 65,00, recuo de 1,52% frente aos R$ 66,00 do encerramento da semana anterior.

Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 72,00, queda de 4% frente aos R$ 75,00 do final da semana passada. Na região da Mogiana paulista, a saca do cereal retrocedeu 6,94% ao longo da semana, de R$ 72,00 para R$ 67,00.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 54,00, baixa de 5,26% perante os R$ 57,00 do final da semana passada. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço ficou em R$ 67,50 em março, avanço de 0,75% ante os R$ 67,00 frente ao fechamento da semana anterior.

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda caiu 4,48% ao longo da semana, passando de R$ 67,00 para R$ 64,00 a saca. Já em Rio Verde, Goiás, a saca foi cotada em R$ 63,00, decréscimo de 1,56% perante os R$ 64,00 registrados no final de última semana.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 226,489 milhões em março (22 dias úteis), com média diária de US$ 10,295 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 983,092 mil toneladas, com média de 44,683 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 230,40.

Em relação a março de 2025, houve alta de 8,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 12,8% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 4,1% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Arno Baasch – arno@safras.com.br (Safras News)

Copyright 2026 – Grupo CMA

 

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