Porto Alegre, 23 de janeiro de 2026 – O mercado brasileiro de suíno teve estabilidade nos preços ao longo da semana. No entanto, o analista e consultor de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, estima que a tendência de curto prazo é de recuo nas cotações.
“O consumo no primeiro trimestre segue pressionado pela preferência por proteínas mais acessíveis, em função de despesas sazonais como IPTU, IPVA e compra de material escolar”, disse.
Em contrapartida, ele explica que o forte ritmo de exportações se destaca neste início de ano, com expectativa de novo recorde em 2026. Para o analista, a redução dos custos de nutrição, diante da queda dos preços do milho em importantes regiões do país, também influencia o cenário.
Preços
Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no centro-sul do país teve queda de R$ 7,84 para R$ 7,75 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado ficou em R$ 13,03 e a média da carcaça foi de R$ 12,36.
A análise semanal de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo caiu de R$ 164,00 para R$ 160,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo continuou em R$ 6,75 e no interior do estado seguiu em R$ 8,42.
Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração seguiu em R$ 6,70 e no interior catarinense em R$ 8,43. No Paraná, o preço do quilo vivo não mudou de R$ R$ 8,37 no mercado livre e, na integração em R$ 6,80.
No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande recuou de R$ 7,90 para R$ 7,70 e, na integração, seguiu em R$ 6,70. Em Goiânia, os preços seguiram em R$ 8,20. No interior de Minas Gerais, os preços caíram de R$ 8,20 para R$ 7,90 e, no mercado independente, saiu de R$ 8,30 para R$ 7,80. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis teve queda de R$ 7,80 para R$ 7,55 e, na integração do estado, não saiu R$ 7,00.
Exportações
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 141,437 milhões em janeiro (11 dias úteis), com média diária de US$ 12,858 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 55,892 mil toneladas, com média diária de 5,081 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.530,5.
Em relação a janeiro de 2025, houve avanço de 31,2% no valor médio diário, alta de 27,2% na quantidade média diária e ganho de 3,2% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Ritiele Rodrigues (ritiele.rodrigues@safras.com.br) / Safras News
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