Porto Alegre, 10 de abril de 2026 – O mercado brasileiro de frango registrou preços mais altos no atacado e estáveis no vivo no decorrer da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, houve acomodação ao longo da semana, mesmo diante da expectativa de alta no curtíssimo prazo.
Segundo ele, o cenário atual reflete maior cautela por parte do setor, que já sinaliza a necessidade de reduzir o alojamento de pintainhos de corte para ajustar a oferta nos próximos meses.
Iglesias ressalta que as incertezas no mercado internacional seguem no radar, com impactos potenciais tanto da guerra no Oriente Médio quanto dos registros de Influenza Aviária em granjas comerciais no Chile e na Argentina, além de casos em animais silvestres no Rio Grande do Sul.
No atacado, os preços seguem firmes, sustentados por um ambiente mais equilibrado entre oferta e demanda, com perspectiva de novos reajustes. A manutenção desse equilíbrio, aliada ao controle sanitário, é vista pelo analista como essencial para o desempenho do setor ao longo da temporada, enquanto o conflito no Oriente Médio tem elevado custos logísticos, sem impacto relevante nos volumes exportados.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito subiu de R$ 8,30 para R$ 8,60, o quilo da coxa de R$ 6,00 para R$ 6,30 e o quilo da asa de R$ 10,20 para R$ 10,50. Na distribuição, o preço do quilo do peito aumentou de R$ 8,50 para R$ 8,90, o quilo da coxa teve elevação de R$ 6,25 para R$ 6,50 e o quilo da asa de R$ 10,20 para R$ 10,50.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também apresentou mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito teve avanço de R$ 8,40 para R$ 8,70, o quilo da coxa de R$ 6,10 para R$ 6,40 e o quilo da asa de R$ 10,00 para R$ 10,40. Na distribuição, o preço do peito teve alta de R$ 8,60 para R$ 9,00, o quilo da coxa de R$ 6,10 para R$ 6,40 e o quilo da asa de R$ 10,30 para R$ 10,60.
O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que o quilo vivo em São Paulo seguiu em R$ 4,50.
Na integração do Rio Grande do Sul, a cotação permaneceu em R$ 4,65. Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,65, enquanto na integração do oeste do Paraná, em R$ 4,60.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 4,40 e em Goiás em R$ 4,45. Em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 4,50, enquanto no Distrito Federal, em R$ 4,45.
No Ceará, o quilo vivo teve estabilidade de R$ 5,50, no Pernambuco de R$ 5,40 e, no Pará, de R$ 5,80.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 856,247 milhões em março até o momento (22 dias úteis), com média diária de US$ 38,920 milhões.
A quantidade total exportada pelo país chega a 468,706 mil toneladas, com média diária de 21,304 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.826,80.
Em relação a março de 2025, alta de 9% no valor médio diário, ganho de 6,9% na quantidade média diária e valorização de 1,9% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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