Porto Alegre, 16 de janeiro de 2026 – O mercado físico de açúcar teve a segunda semana de janeiro marcada por preços levemente mais baixos, com as usinas mantendo padrões de oferta quase que focadas em açúcar de maior coloração, entre 200 e 300 icumsa, produto que tem menor valor agregado e que acaba mantendo os preços mais baixos e os volumes de negociação reduzidos, informou o consultor de Safras e Mercado, Mauricio Muruci.
Já no internacional, o analista aponta que o mercado de açúcar em Nova York se manteve negativamente pressionado ao longo de toda a segunda semana de janeiro. “Os dados fundamentais de produção de açúcar da Índia seguem exercendo pressão fundamental nos preços”, comenta Muruci. A ISMA afirma que entre outubro e janeiro, a safra se encontra 21% mais elevada frente ao mesmo momento do ano passado. Com isso, os agentes internacionais têm evitado posicionamentos de compra mais significativos. A semana foi iniciada com preços na faixa de US$/centavos 14,84 foi encerrada na faixa de US$/centavos 14,57, queda no período de 1,8%.
Já no etanol, a segunda semana de janeiro foi marcada por preços levemente mais altos nas realizações observadas entre usinas e distribuidoras, com as usinas confortáveis em elevar as suas pedidas de preços. “Os estoques ainda são baixos em meio ao ápice da entressafra de cana no Centro-Sul, que formam este conforto nos preços mais altos pedidos pelas usinas”, avalia o consultor. Além disso, a demanda das distribuidoras segue presente no mercado com a necessidade de recomposição dos estoques intermediários escoados ao longo dos feriados de Natal e Ano Novo. O hidratado iniciou a semana em R$ 3,65 e finalizou em R$ 3,69 o litro, em Ribeirão Preto, São Paulo, representando uma alta de 1,1%.
Exportações brasileiras – Secex
A receita diária média obtida com as exportações brasileiras de açúcar e outros melaços atinge US$ 46,433 milhões em janeiro, com 6 dias úteis, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Já o volume médio diário de exportações chega a 123,411 mil toneladas no mês.
Foram exportadas 740.468 toneladas de açúcar em janeiro, com receita de US$ 278.603,2, a um preço médio de US$ 376,3 por tonelada.
Na comparação com a média diária de janeiro de 2025, de US$ 45,440 milhões, há alta de 2,2% no valor obtido diariamente pelas exportações de açúcar em janeiro de 2026.
Em volume, há avanço de 31,7% ante as 93,739 mil toneladas diariamente embarcadas em janeiro de 2025. Já o preço médio caiu 22,4%, ante os US$ 484,8 por tonelada verificados em janeiro de 2025.
Sara Lane – sara.silva@safras.com.br (Safras News)
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