Porto Alegre, 6 de abril de 2026 – A passagem de um ciclone pelo Sul do Brasil deve marcar o principal evento climático da semana, com previsão de chuvas intensas e risco de temporais severos, especialmente no Rio Grande do Sul. De acordo com o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos, o sistema começa a se organizar já nos próximos dias e tende a avançar rapidamente pelo país.
Segundo ele, uma frente fria já começa a avançar pela Argentina e, a partir de amanhã, deve atingir o Rio Grande do Sul, o norte argentino e o sul do Paraguai, espalhando instabilidades também por Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e parte do interior de São Paulo.
No território gaúcho, o alerta é maior. Santos destacou o risco de granizo e volumes elevados de chuva. As áreas indicadas nos modelos meteorológicos apontam maior intensidade no Rio Grande do Sul e no Paraguai, com potencial para eventos localizados mais intensos.
Após a passagem do sistema, a frente fria avança em direção às regiões Centro-Oeste, Sudeste e Norte, organizando novas áreas de chuva ao longo da semana. Esse movimento deve manter a umidade elevada em grande parte do país, repetindo um padrão já observado recentemente.
Na sequência, o ciclone se desloca pela costa da região Sudeste, abrindo espaço para a entrada de uma massa de ar frio. A partir de quinta-feira, as temperaturas devem cair no Sul do Brasil, com reflexos também no fim de semana. O meteorologista também ressalta que não há previsão de geadas neste momento.
O padrão deve se repetir na semana seguinte, com o retorno das chuvas já no início do período. A dinâmica envolve a passagem de uma nova frente fria, seguida por mais uma massa de ar polar, mantendo o ciclo de instabilidade e queda de temperatura.
De acordo com a Rural Clima, nos próximos 15 dias, a tendência é de chuvas generalizadas em grande parte do Brasil, com atenção especial para o Sul devido ao risco de temporais. As projeções também indicam continuidade das chuvas na virada do mês e em maio, contrariando padrões mais secos típicos do período.
Além disso, os modelos seguem apontando para a formação de um El Niño de intensidade moderada a forte ao longo dos próximos meses, o que pode influenciar o regime de chuvas no país.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Safras News)
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