A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços acentuadamente mais baixos.
As cotações caíram fortemente, atingindo os níveis mais baixos em um mês, diante das indicações de melhora na oferta global e com apreensões com o conflito no Oriente Médio. O dólar firme contra o real no Brasil também foi citado como aspecto baixista.
Quanto à oferta, se espera uma grande safra brasileira, sobretudo de arábica, e está chegando o período de colheita, havendo natural pressão sobre as cotações. O dia foi de aversão nos mercados diante das possibilidades de piora no conflito no Irã.
As exportações de café de Honduras aumentaram 29,6% em março em comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Hondurenho do Café (IHCAFE). Foram exportados cerca de 1,4 milhão de sacas de 46 kg de café em março, contra 1 milhão de sacas exportadas no mesmo mês da safra anterior.
Honduras é o maior produtor de café da América Central e o sexto maior do mundo. Na safra anterior, que abrangeu o período de outubro de 2024 a setembro de 2025, o país exportou 6,1 milhões de sacas de 46 quilos. As informações partem da Reuters.
Os contratos com entrega em maio/2026 do café arábica fecharam a sessão a 286,10 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 11,95 centavos, ou de 4,0%. No fechamento, julho/2026 teve cotação de 281,30 centavos, desvalorização de 11,10 centavos, ou de 3,8%.
Lessandro Carvalho – lessandro@safras.com.br (Safras News)
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