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NY fecha em alta no café acompanhando mercados e com apreensões com fluxo de oferta diante da guerra

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais altos.

O café teve uma sessão errática mais uma vez, volátil, com o arábica encontrando sustentação em ganhos de outros mercados, como a disparada do petróleo e de outras commodities nas bolsas de futuros. Preocupações com o fluxo de oferta global de produtos diante da guerra no Irã, com o fechamento da rota vinda do Oriente Médio pelo Estreito de Ormuz, trazem sustentação ao café.

Segundo o Barchart, o Líder Supremo do Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou hoje que a influência do Irã no fechamento do Estreito de Ormuz deve ser usada, e a Secretária de Defesa do Reino Unido, Healey, disse que está cada vez mais evidente que o Irã está instalando minas no Estreito de Ormuz. O fechamento da hidrovia aumentou as taxas de frete marítimo global, os seguros e os custos de combustível, elevando também os custos para importadores e torrefadores de café.

O mercado encontrou ainda sustentação técnica após perdas expressivas na sessão anterior. No entanto, mais uma vez o mercado falhou em vencer resistências e não conseguiu no contrato maio passar de 297,45 centavos de dólar por libra-peso, mostrando fragilidade técnica e tendo grande redução dos ganhos.

A expectativa de colheita de uma grande safra brasileira a partir dos próximos meses segue como aspecto baixista.

A produção total de café do Brasil na safra 2026/27 foi projetada em 71,1 milhões de sacas de 60 kg, ante 63,2 milhões no ciclo 2025/26, o que representa um aumento de mais de 12%, segundo estimativa divulgada pela trading Comexim nesta quarta-feira. As informações partem da Reuters.

A colheita de arábica deve alcançar 46,6 milhões de sacas, avanço de 24% sobre as 37,7 milhões do ciclo anterior. Já a produção de canéfora (robusta e conilon) foi estimada em 24,5 milhões de sacas, queda de 4% ante 2025/26.

Para as exportações, a Comexim prevê que o Brasil embarque 46,2 milhões de sacas em 2026/27 (julho-junho), alta de 19% na comparação com as 38,8 milhões de 2025/26.

Os contratos com entrega em maio/2026 do café arábica fecharam a sessão a 291,90 centavos de dólar por libra-peso, alta de 4,50 centavos, ou de 1,6%. No fechamento, julho/2026 teve cotação de 286,45 centavos, valorização de 4,25 centavos, ou de 1,5%.


Lessandro Carvalho – lessandro@safras.com.br (Safras News)
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