Porto Alegre, 7 de outubro de 2026 – O ano de 2026 foi de guinada nos preços do algodão. A
constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Gil Carlos Barabach, durante palestra
realizada há pouco no 12o Safras Agri Week.
O movimento de alta começou em março, com a guerra entre os Estados Unidos e o Irã. “O conflito
fez o petróleo disparar, reduzindo a competitividade dos produtos sintéticos e abrindo espaço
para a fibra natural”, lembra o analista.
Outro fator importante de alta nesta temporada comercial 2026/27, que iniciou em agosto, é o
déficit mundial da pluma. “Estamos com uma produção menor que o consumo”, explica o consultor. “O
Brasil em 2026 produziu menos que o ano passado, assim como outros países da Ásia”, exemplifica.
Agora, todas as atenções estão voltadas para o tamanho da safra norte-americana. “Há uma
deterioração nas condições das lavouras, que faz Nova York olhar muito para a safra dos Estados
Unidos”, explica Barabach. “Estas dúvidas mantêm a cotação acima de 80 centavos de dólar por
libra-peso”, acrescenta.
De acordo com o analista, o momento é extremamente favorável ao produtor de algodão, mesmo com a
acomodação atual dos preços em Nova York. “É uma pressão sazonal normal de entrada da safra no
Hemisfério Norte”, afirma, acrescentando que, no início do ano, as cotações oscilavam entre 65 e
67 centavos de dólar por libra-peso.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras
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