Porto Alegre, 6 de novembro de 2026 – O mercado brasileiro de milho registrou uma semana de negócios bastante travados. Segundo a consultoria Safras & Mercado, o impasse entre vendedores e compradores no que tange aos preços limitou o ritmo de comercialização.
Os preços reagiram em algumas praças de comercialização, em meio à estratégia dos produtores de reduzir as fixações de venda de milho, acompanhando o fator cambial, em meio à recente desvalorização do real frente ao dólar.
Os consumidores também se mantiveram cautelosos, adquirindo apenas lotes pontuais de milho, sinalizando um bom abastecimento de oferta e aguardando quedas maiores nos preços.
No cenário internacional, a Bolsa de Chicago registrou mais uma semana de pressão nas cotações, em meio ao avanço da oferta nos Estados Unidos com o avanço da colheita, mesmo com os sinais de demanda aquecida para o cereal do país.
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, fatores como o comportamento cambial no Brasil, o avanço das exportações de milho e o andamento do clima para o desenvolvimento das lavouras de verão deverão estar no foco de atenção do mercado, uma vez que o plantio avança em bom ritmo no país, com mais de 70% da área já cultivada.
Preços do milho
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 62,24 no dia 5 de novembro, alta de 0,21% frente aos R$ 62,11 registrados no final da semana passada. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 60,00, queda de 1,64% frente aos R$ 61,50 praticados no fechamento da semana anterior.
Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 67,00, estável frente à semana anterior. Na região da Mogiana paulista, a saca do cereal foi cotada a R$ 62,00, também sem mudanças frente à última semana.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 55,00, sem alterações frente à semana passada. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço continuou em R$ 70,00.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda ficou em R$ 63,00, sem mudanças frente ao encerramento da última semana. Já em Rio Verde, Goiás, a saca foi cotada em R$ 60,00, valor inalterado frente à semana anterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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