Porto Alegre, 23 de janeiro de 2026 – O mercado brasileiro de frango registrou preços estáveis tanto no atacado quanto no vivo no decorrer da semana. Contudo, de acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o mercado ainda se encontra fragilizado.
“Temos acusações de sinais de queda no curtíssimo prazo, ainda há muita oferta e disponibilidade do produto”, afirma. “Ainda há muita preocupação, apesar da semana ter sido mais acomodada”, aponta o analista.
Na terça-feira (20), a China revogou a suspensão das importações de carne de frango do Rio Grande do Sul. Segundo o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, a liberação encerrou um período de forte pressão sobre o setor e reflete o esforço conjunto entre governo e cadeia produtiva para atender às exigências sanitárias e restabelecer a confiança do mercado chinês. A retomada foi vista como fundamental para reoxigenar o setor e reduzir os impactos causados pelos embargos enfrentados ao longo de 2025.
De acordo com Iglesias, essa é uma ótima notícia para o estado que se via embargado há quase dois anos. “Agora sim, o Rio Grande do Sul volta a atender aquele que era seu principal mercado”, conclui.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango não tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito seguiu em R$ 10,75, o quilo da coxa em R$ 7,00 e o quilo da asa em R$ 11,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve estabilidade de R$ 11,00, o quilo da coxa de R$ 7,20 e o quilo da asa de R$ 11,20.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também não apresentou mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito permaneceu em R$ 10,85, o quilo da coxa em R$ 7,10 e o quilo da asa em R$ 11,10. Na distribuição, o preço do peito continuou em R$ 11,10, o quilo da coxa em R$ 7,30 e o quilo da asa em R$ 11,30.
O levantamento semanal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 5,10 e, em São Paulo, em R$ 5,20.
Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,65. Na integração do oeste do Paraná, a cotação permaneceu em R$ 4,60 e, na integração do Rio Grande do Sul, em R$ 4,65.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 5,20, em Goiás em R$ 5,05 e, no Distrito Federal, em R$ 5,05. Em Pernambuco, o quilo vivo teve estabilidade de R$ 5,80, no Ceará de R$ 6,00 e, no Pará, de R$ 6,30.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 438,296 milhões em janeiro (11 dias úteis), com média diária de US$ 39,845 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 243,799 mil toneladas, com média diária de 22,163 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.797,8.
Em relação a janeiro de 2025, há um avanço de 16,4% no valor médio diário, alta de 17,4% na quantidade média diária e baixa de 0,9% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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