Porto Alegre, 13 de março de 2026 – O mercado físico do boi gordo registrou grande volatilidade de preços ao longo da semana, por conta do conflito no Oriente Médio. O analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, ressalta que em São Paulo algumas indústrias tiveram que mudar sua estratégia e voltaram a negociar em níveis mais altos de preço no início da semana. Depois, voltaram a trabalhar com preços mais baixos na compra de gado.
Já em outros estados, a exemplo do Mato Grosso do Sul, permanecem as tentativas de compra em níveis mais baixos de preço. “Em razão do conflito no Oriente Médio, a grande preocupação para o mercado de carne bovina segue na necessidade de reavaliar as rotas e no tempo adicional das cargas no oceano, com a paralisação no Estreito de Ormuz”, avalia.
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 12 de março:
* São Paulo (Capital) – R$ 345,00 a arroba, baixa de 1,43% em relação aos R$ 350,00 praticados no final da semana passada.
* Goiás (Goiânia) – R$ 330,00 a arroba, estável frente ao encerramento da semana passada.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 345,00 a arroba, inalterado frente ao fechamento da semana anterior.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 335,00 a arroba, queda de 1,47% ante os R$ 340,00 praticados no final da semana passada.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 340,00 a arroba, inalterado frente ao valor praticado na semana passada.
* Rondônia (Vilhena) – R$ 310,00 a arroba, recuo de 1,59% ante os R$ 315,00 registrados no final da semana passada.
Atacado
No mercado atacadista, houve acomodação de preços ao longo da semana, “Nem mesmo a entrada dos salários na economia foi suficiente para justificar novos reajustes dos preços da carne bovina. O fato é que a carne bovina já assumiu um patamar de preços que afasta boa parte dos consumidores brasileiros, em especial aquelas famílias que têm como renda entre um e dois salários-mínimos. a prioridade está no consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos”, explica o analista Fernando Iglesias.
O quarto do dianteiro foi precificado a R$ 20,50 queda de 2,38% frente aos R$ 21,00 por quilo praticados no final da semana anterior. Já os cortes do traseiro bovino foram cotados a R$ 27,00 por quilo, sem alterações em relação à última semana.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 341,193 milhões em março até o momento (5 dias úteis), com média diária de US$ 68,238 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 59,986 mil toneladas, com média diária de 11,997 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.687,80.
Em relação a março de 2025, houve alta de 22,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 5,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 16,1% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
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