Porto Alegre, 15 de janeiro de 2026 – O mercado brasileiro de milho deve enfrentar uma quinta-feira de fraqueza nas cotações domésticas. Os investidores observam uma maior pressão de oferta do grão, e um impasse em relação a preços com os consumidores faz com que as negociações não evoluam de maneira contundente. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em alta, enquanto o dólar cai frente ao real.
O mercado brasileiro de milho voltou a registrar preços fracos, de estáveis a mais baixos, nesta quarta-feira. Segundo o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado apresenta mais pressões, com a colheita no Rio Grande do Sul, e com a oferta de safra velha em São Paulo. As exportações mostram-se enfraquecidas com as baixas na Bolsa de Chicago, especialmente.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 69,00/72,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 67,00/72,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 63,00/65,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 65,00/67,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,50/69,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 66,00/67,50 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 63,00/65,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 59,00/62,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 60,00/63,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em março de 2026 estão cotados a US$ 4,24 1/2 por bushel, alta de 2,50 centavos de dólar, ou 0,59%, em relação ao fechamento anterior.
* O mercado permanece em território positivo, prolongando o movimento de recuperação técnica registrado na sessão anterior. O cereal havia atingido na terça-feira o patamar mais baixo desde 16 de outubro, pressionado pela ampla oferta global. Ainda assim, avanços mais expressivos encontram resistência no forte recuo do petróleo em Nova York, que registra queda superior a 3%.
* Ontem (14), os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,22, com alta de 2,25 centavos, ou 0,53%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,29 3/4 por bushel, ganho de 2,00 centavos de dólar, ou 0,46%, em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial opera com baixa de 0,24%, cotado a R$ 5,3875. O Dollar Index registra valorização de 0,02% a 99,15 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices mistos. Paris, -0,33%. Frankfurt, -0,06%. Londres, +0,55%.
* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços fracos. Xangai, -0,33%. Japão, -0,42%.
* O petróleo opera com baixa. Fevereiro do WTI em NY: US$ 59,80 o barril (-3,57%).
AGENDA
– A ANFAVEA divulga, às 10h, os dados da produção, exportação e importação de veículos referente a dezembro.
– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.
– Esmagamento de soja nos EUA em dezembro – NOPA, 14h.
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– China: A leitura do PIB do quarto trimestre será publicada às 23h pelo departamento de estatísticas.
—–Sexta-feira (16/01)
– Alemanha: A leitura revisada do índice de preços ao consumidor de dezembro será publicada às 4h pelo Destatis.
– Eurozona: O saldo da balança comercial de novembro será publicado às 7h pelo Eurostat.
– A FGV divulga, às 8h, o IGP-10 referente a janeiro.
– O IBGE divulga, às 9h, o Índice de Preços ao Produtor – Indústrias extrativas e de transformação referentes a novembro.
– O BC divulga, às 9h, o IBC-Br referente a novembro.
– EUA: A produção industrial e a capacidade utilizada de dezembro serão publicadas às 11h15 pelo FED.
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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