Porto Alegre, 7 de agosto de 2026 – O mercado brasileiro de frango registrou preços mais baixos no atacado e no vivo no decorrer da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, há um cenário marcado pela maior disponibilidade de animais.
De acordo com Iglesias, as exportações brasileiras continuam apresentando desempenho bastante positivo, com perspectiva de um novo recorde de embarques em 2026. “Nesse ambiente, o ajuste dos alojamentos segue fundamental para assegurar maior equilíbrio entre oferta e demanda”, disse.
O especialista pontua que os custos de produção ainda exigem acompanhamento, embora a ampla disponibilidade de milho e farelo de soja contribua para manter as despesas com nutrição animal sob controle.
No mercado atacadista de carne de frango, Iglesias ressalta que os preços apresentaram queda, mesmo em uma semana teoricamente favorável ao consumo. “Esse movimento reforça a necessidade de ajustes na oferta para restabelecer maior equilíbrio no setor. A carne bovina continua negociada em patamares elevados, condição que favorece a competitividade das proteínas alternativas, especialmente da carne de frango”, afirma.
Além disso, as exportações permaneceram como o principal fator de sustentação do mercado, com o Brasil caminhando para superar 5,6 milhões de toneladas embarcadas em 2026.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito caiu de R$ 8,50 para R$ 8,10, o quilo da coxa de R$ 6,90 para R$ 6,50 e o quilo da asa subiu de R$ 11,00 para R$ 11,50. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve recuo de R$ 8,70 para R$ 8,30, o quilo da coxa de R$ 7,10 para R$ 6,70 e o quilo da asa aumentou de R$ 11,25 para R$ 11,75.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também apresentou mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito desvalorizou de R$ 8,60 para R$ 8,20, o quilo da coxa de R$ 7,00 para R$ 6,60 e o quilo da asa subiu de R$ 11,10 para R$ 11,60. Na distribuição, o preço do peito teve queda de R$ 8,80 para R$ 8,40, o quilo da coxa de R$ 7,20 para R$ 6,80 e o quilo da asa elevou de R$ 11,35 para R$ 11,85.
O levantamento semanal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que o quilo vivo em São Paulo caiu de R$ 5,10 para R$ 5,00.
Na integração do Rio Grande do Sul, a cotação permaneceu em R$ 4,75. Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,75, enquanto na integração do oeste do Paraná, em R$ 4,65.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 4,55 e em Goiás em R$ 4,55. Em Minas Gerais, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,60, enquanto no Distrito Federal, em R$ 4,60.
No Ceará, o quilo vivo teve estabilidade de R$ 6,80, no Pernambuco de R$ 7,00 e, no Pará, de R$ 7,20.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 898,749 milhões em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 39,076 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 482,439 mil toneladas, com média diária de 20,975 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.862,9.
Em relação a julho de 2025, há um avanço de 31,8% no valor médio diário, alta de 28,5% na quantidade média diária e recuo de 2,6% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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