São Paulo, 3 de junho de 2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom das críticas às pressões comerciais dos Estados Unidos e afirmou que o Brasil buscará novos parceiros caso não haja interesse de Washington em manter uma relação equilibrada com o país.
As declarações foram feitas durante reunião com ministros, na qual o presidente também abordou orientações estratégicas para a equipe de governo sobre entregas de projetos, procedimentos institucionais e o cenário político nacional e internacional.
Ao tratar das relações com os Estados Unidos, Lula afirmou que o Brasil não aceitará uma postura de subordinação diante de grandes potências. “Estão tentando trair o país por interesses mesquinhos”, disse, se referindo à oposição, mas sem citar o nome do seu principal concorrente na corrida presencial, Flávio Bolsonaro.
“Esse país não vai adotar mais a política do ‘vira-lata’ frente a grandes potências”, acrescentou. O presidente voltou a afirmar que não aceita que o Brasil seja tratado como um país secundário e criticou a forma como tomou conhecimento das medidas tarifárias americanas. “Soube da taxação dos EUA contra o Brasil pelo Twitter”, afirmou, classificando o episódio como contrário às práticas diplomáticas tradicionais.
Ao comentar o interesse internacional por minerais estratégicos brasileiros, Lula afirmou que qualquer negociação deverá ocorrer diretamente com o governo brasileiro. “Quem quiser explorar terras raras aqui vai ter que conversar com o governo brasileiro”, disse.
Lula acrescentou que o governo está disposto a diversificar suas relações comerciais caso os Estados Unidos mantenham medidas consideradas prejudiciais aos interesses nacionais. “Vamos procurar outros parceiros, caso eles não queiram comprar”, declarou.
O presidente informou ainda que pretende encaminhar uma nova carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Mandarei outra carta ao presidente Trump para mostrar que eles estão errados”, afirmou. Segundo Lula, os Estados Unidos devem respeitar as decisões democráticas tomadas pelos brasileiros. “Os EUA têm que respeitar o voto do povo brasileiro”, disse.
Apesar das críticas, o presidente ressaltou que o governo continua interessado em preservar e ampliar a relação bilateral. “Queremos fortalecer a relação com os EUA”, afirmou.
As declarações ocorrem em meio às discussões sobre novas tarifas propostas pelo governo americano e às investigações comerciais conduzidas por Washington contra diversos parceiros comerciais, incluindo o Brasil.
Com informações da BDM Online.
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