Porto Alegre, 18 de março de 2026 – A Louis Dreyfus Company registrou receita líquida de US$ 53,2 bilhões em 2025, com EBITDA de US$ 1,83 bilhão e lucro líquido de US$ 653 milhões, segundo resultados consolidados divulgados pela companhia. O volume comercializado cresceu 10,6% no período, enquanto o investimento (capex) somou US$ 1,98 bilhão.
Em um ano marcado por desafios geopolíticos, macroeconômicos e ambientais, a empresa apresentou desempenho considerado resiliente. O resultado operacional por segmento totalizou US$ 2,256 bilhões, levemente abaixo do registrado em 2024.
Segundo o CEO da companhia, Michael Gelchie, a LDC conseguiu navegar pelas incertezas de mercado apoiada em sua gestão de risco, presença global e diversificação de negócios. Ele afirmou que os investimentos realizados ao longo de 2025 sustentam a estratégia de crescimento e a transformação da empresa em uma plataforma mais integrada e inovadora nos segmentos de alimentos, ração, fibras e ingredientes.
Os aportes se concentraram na expansão de capacidade e ganhos operacionais em diferentes regiões. Na América do Norte, a companhia avançou no processamento de canola e proteína de ervilha no Canadá, além da construção de uma nova unidade de soja em Ohio, nos Estados Unidos. Na América do Sul, houve investimentos em logística e armazenagem na Argentina, além da ampliação da capacidade industrial.
No Brasil, a LDC direcionou recursos para o replantio de pomares cítricos, expansão de unidades da plataforma de sucos e conclusão de um terminal intermodal em Pederneiras. A empresa também avançou na construção de um hub logístico em Rondonópolis, inaugurado em fevereiro de 2026.
Na Europa, a companhia reforçou sua presença com aquisições na Hungria e Polônia, além da incorporação de um negócio de ingredientes alimentares e de saúde. Já na Ásia, ampliou operações com novas unidades industriais e investimentos em pesquisa e desenvolvimento, especialmente na China e Indonésia.
Na agenda de sustentabilidade, a empresa reportou avanço nos três pilares estratégicos. Houve redução de 9,31% nas emissões de escopos 1 e 2, enquanto 98% da originação passou a ser livre de desmatamento. A adoção de práticas de agricultura regenerativa alcançou 67 mil hectares até o fim de 2025.
As informações partem da assessoria de comunicação da LDC.
Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
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