São Paulo, SP – A Gol divulgou o balanço do quarto trimestre de 2024 (4T24), com prejuízo líquido de R$ 5,1 bilhões, acima do prejuízo líquido de R$ 1,098 bilhão registrado no mesmo período de 2023 (4T23). Em 2024, a prejuízo líquido foi de R$ 6 bilhões, acima do prejuízo de R$ 1 bilhão registrado em 2023.
O Ebitda terminou negativo de R$ 443 milhões, revertendo o resultado positivo de R$ 1,6 bilhão do 4T23. Em 2024, o Ebitda foi de R$ 1,6 bilhão, queda de 66,1% em relação a 2023. A margem Ebitda recuou 40,2 pontos percentuais em relação ao 4T23, fechando negativa em 8%. Em 2024, a margem Ebitda foi de 8,9%, queda de 17,8 pontos percentuais em comparação a 2023.
A receita líquida foi de R$ 5,5 bilhões, alta de 9,5% em comparação ao 4T23. Em 2024, a receita líquida foi de R$ 19,1 bilhões, alta de 1,9% em relação a 2023, com crescimento de 0,6% no ASK do mesmo período. “Esse crescimento no ASK em conjunto com o crescimento da receita garantiu que o RASK não fosse diluído, mas sim aumentasse em 1,3% ao longo de 2024. Esse comportamento reflete a combinação bem-sucedida de maior oferta com a manutenção da rentabilidade, o que demonstra a consistência na execução da estratégia de crescimento da Companhia ao longo do ano. O PRASK, por sua vez, manteve-se estável refletindo a capacidade da Companhia em manter a receita por assento constante, mesmo diante das flutuações nos custos operacionais”, detalhou a Gol.
No 4T24, a companhia gerou R$595 milhões em caixa em suas operações, a despeito de sua decisão de reduzir temporariamente o factoring de recebíveis. Analogamente, o saldo de Contas a Receber cresceu R$ 222 milhões no trimestre (R$ 2,3 bilhões em 2024). A Gol investiu R$ 843 milhões de CAPEX, sendo grande parte em recuperação dos motores para recomposição da frota, o que foi o principal fator para o aumento de sete aeronaves operacionais apesar da redução de frota contratada. Por fim, o fluxo de caixa financeiro da companhia consumiu R$ 1,040 bilhão no trimestre, devido às amortizações de dívidas financeiras, pagamentos de juros e de arrendamento.
A dívida bruta total do 4T24 era de R$ 34,7 bilhões, representando um aumento de 73% quando comparada ao 4T23, principalmente devido à desvalorização cambial e ao DIP Loan. A relação dívida líquida ajustada/EBITDA Recorrente UDM atingiu 6,1x em 31 de dezembro de 2024.
Ao longo de 2024, a Gol adicionou 8 novas aeronaves Boeing 737-MAX 8 à sua frota, além de 1 cargueiro dedicado à operação com o Mercado Livre. Além disso, como parte do plano de renovação de frota e recuperação da eficiência operacional, a Companhia devolveu 12 aeronaves Boeing 737-NG (sendo 4 B737-700 e 8 B737-800) e conseguiu aumentar sua frota operacional em 7 aeronaves, reduzindo o número de aeronaves não operacionais frente ao ano de 2023, mantendo sua estratégia alinhada ao plano sustentável de recomposição de capacidade.
Em 31 de dezembro de 2024, a Gol tinha uma frota total de 138 aeronaves Boeing, sendo 52 737-MAX, 79 737-NG e 7 cargueiros 737-800BCF. A frota da companhia é 100% composta por aeronaves narrowbody da família Boeing 737, sendo 97% financiadas por meio de arrendamentos operacionais e 3% financiadas por meio de arrendamentos financeiros.
A Gol encerrou 2024 como a segunda aérea low-cost mais pontual do mundo, com 85,1% de pontualidade, um aumento de 5,4 pontos percentuais em relação a 2023. Em janeiro de 2025, alcançou o título de aérea low-cost mais pontual do mundo e a mais pontual da América Latina. “Esses resultados reforçam nosso compromisso com a excelência operacional e a satisfação dos clientes. A companhia cresceu sua capacidade (ASK) em 6,8% (vs 4T23), com um aumento de 2,5% na receita unitária (RASK) no mesmo período, equilibrando expansão e qualidade de receita”, apontou a companhia aérea.
Com o reforço do posicionamento internacional da Companhia, o ASK internacional cresceu 39,8% no ano de 2024 vs 2023. Das cinco novas bases abertas em 2024, três foram abertas no 4T24 (Cancún, Aruba e Costa Rica), além do aumento do número de frequências para as bases internacionais existentes na alta temporada de verão (dezembro de 2024 a março de 2025). Como resultante, o ASK internacional apresentou um crescimento expressivo de 62,4% no 4T24 (vs 4T23).
PROJEÇÕES
A companhia também divulgou projeções financeiras atualizadas para 2025. A previsão de receita líquida passou de R$ 22,1 bilhões para uma projeção entre R$ 22,1 e R$ 22,7 bilhões. Para o Ebitda recorrente, a previsão subiu de R$ 5,5 bilhões para um valor entre R$ 5,7 e R$ 5,9 bilhões. Segundo o comunicado, as projeções consideram uma taxa de câmbio média do dólar para o ano de 2025 de R$ 6,04, conforme projetado anteriormente.
Emerson Lopes – emerson.lopes@cma.com.br (Safras News)
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