São Paulo, 10 de agosto de 2026 – As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus reduziram de 5,03% para 5,02% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – diminuiu de 4,93% para 4,91%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu de 4,54% para 4,47%.
Para 2027, as instituições financeiras mantiveram em 4,22% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados em 2027 ficou estável em 3,90%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo IGP-M caiu de 4,16% para 4,14%.
As instituições reduziram de 1,99% para 1,98% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 diminuiu de 1,57% para 1,52%.
O BC estima que a economia brasileira crescerá 2% em 2026, segundo a edição mais recente do Relatório de Política Monetária (RPM), publicada em junho.
Mercado mantém estimativa para Selic
A pesquisa Focus manteve em 13,75% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,00%, o que significa que o mercado espera um corte 0,25 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 14,00%. Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 12,00%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 ficou estável em R$ 5,20 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 manteve-se em R$ 5,28 por dólar. Há quatro semanas, as previsões eram as mesmas tanto para 2026 quanto para 2026.
Copyright 2026

