São Paulo, 13 de outubro de 2026 – As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus elevaram de 5,01% para 5,22% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026.
A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – diminuiu de 4,61% para 1,89%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) manteve-se em 5,27%.
Para 2027, as instituições financeiras mantiveram em 4,30% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A previsão de inflação nos preços administrados em 2027 ficou estável em 3,84%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo IGP-M manteve-se em 4,11%.
As instituições mantiveram em 1,85% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 ficou estável em 1,40%. O BC estima que a economia brasileira crescerá 1,8% em 2026, segundo a edição mais recente do Relatório de Política Monetária (RPM), publicada em setembro.
A pesquisa reduziu de 13,50% para 13,25% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 13,75%, o que significa que o mercado espera um corte 0,50 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 13,75%. Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 12,00%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 diminuiu de R$ 5,20 para R$ 5,15 por dólar, enquanto a estimativa para 2027 caiu de R$ 5,28 para R$ 5,26 por dólar. Há quatro semanas, a previsão para 2026 era de R$ 5,20, enquanto a previsão para 2027 estava em R$ 5,28.
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