São Paulo, 24 de agosto de 2026 – As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus mantiveram em 5,02% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – diminuiu de 4,70% para 4,69%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu de 4,71% para 4,55%.
Para 2027, as instituições financeiras elevaram de 4,24% para 4,25% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados em 2027 diminuiu de 3,87% para 3,86%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo IGP-M caiu de 4,10% para 4,09%.
PIB
As instituições reduziram de 1,98% para 1,95% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 ficou estável em 1,50%.
O BC estima que a economia brasileira crescerá 2% em 2026, segundo a edição mais recente do Relatório de Política Monetária (RPM), publicada em junho.
A pesquisa manteve em 13,75% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,00%, o que significa que o mercado espera um corte de 0,25 ponto porcentual (pp) até o final do ano.
Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 12,00%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 ficou estável em R$ 5,20 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 subiu de R$ 5,29 para R$ 5,30 por dólar. Quatro semanas atrás, a previsão para 2026 era igual, mas a estimativa para 2026 era menor, de R$ 5,29.
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