Porto Alegre, 4 de setembro de 2026 – Os Estados Unidos criaram 162 mil vagas em agosto. O mercado esperava a criação de 56 mil vagas. O número faz parte do relatório de empregos norte-americano, o payroll, e foram divulgados nesta sexta. O número de julho foi revisado para +21 mil vagas. Para junho, o número foi revisado para +31 mil vagas.
A taxa de desemprego de julho seguiu em 4,1% em agosto. A projeção do mercado era de 4,1%.
Segundo a agência Dow Jones, os números reforçam a percepção de que o mercado de trabalho norte-americano entrou em uma nova fase, na qual um ritmo significativamente menor de criação de empregos pode ser suficiente para manter a taxa de desemprego estável.
O envelhecimento da população e a redução da imigração diminuíram a entrada de novos trabalhadores na força de trabalho. Economistas do Bank of America estimam que a criação de aproximadamente 20 mil empregos por mês atualmente seria suficiente para impedir uma elevação da taxa de desemprego.
Esse patamar é bastante inferior aos padrões históricos. Nos 25 anos anteriores à pandemia, a economia norte-americana criou, em média, cerca de 120 mil empregos por mês.
Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho permanece caracterizado por um ambiente de poucas contratações e poucas demissões. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego estão próximos de níveis historicamente baixos, enquanto dados divulgados pelo Departamento do Trabalho no início da semana indicaram que as taxas de contratação também permanecem deprimidas.
Esse cenário tende a favorecer trabalhadores que já estão empregados, diante do baixo ritmo de demissões, mas torna mais difícil a entrada de novos profissionais no mercado de trabalho e a troca de emprego.
Uma pesquisa da Gallup realizada em agosto mostrou que apenas 34% dos entrevistados consideravam aquele um bom momento para encontrar um emprego de qualidade.
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