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Encerramento de março expõe desalinhamento e paralisa negociações no mercado do feijão

Feijão

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O mercado do feijão carioca encerra março com liquidez reduzida e forte desalinhamento entre oferta e demanda, conforme avaliação do analista de Safras & Mercado, Evandro Oliveira. No Spot, a ausência recorrente de compradores e a migração das negociações para o pós-pregão consolidam um ambiente de baixa conversão de ofertas.

No FOB, observa-se pressão baixista disseminada nos padrões intermediários, com recuos no Triângulo Mineiro (R$ 275–287/sc) e interior paulista (R$ 302–310/sc). Em contrapartida, os lotes de melhor qualidade (nota 9+) mantêm retenção estratégica, sustentando referências entre R$ 345–350/sc, porém sem validação consistente via negócios.

“O escoamento ocorre de forma pontual, concentrado em vendas casadas e entregas programadas, reduzindo a relevância do mercado físico aberto”, observa o analista.

A qualidade segue como principal vetor de precificação, ampliando o spread entre padrões.

“A tendência de curto prazo segue sendo ajuste técnico com viés de baixa nos padrões comerciais e sustentação seletiva no topo, condicionada à reativação da demanda”, aponta Oliveira.

Demanda enfraquecida mantém feijão preto sob pressão
Já o mercado do feijão preto, por sua vez, operou com liquidez crítica e ausência de referência firme no Spot, também refletindo um desequilíbrio estrutural entre oferta disponível e demanda efetiva.

“A retração compradora é consistente, com negociações praticamente inexistentes ao longo das madrugadas”, comenta o analista.

Nas origens, os preços FOB consolidam movimento de baixa, com níveis entre R$ 160–175/sc no Sul e até R$ 190/sc em praças como Mato Grosso e interior paulista. A dispersão de preços indica desorganização de mercado e dificuldade de formação de referência.

“A paridade de importação atua como limitador implícito de preços, enquanto a disponibilidade interna elevada pressiona a necessidade de giro”, observa Oliveira.

O mercado segue dependente de estímulos externos ou recomposição consistente da demanda para reequilíbrio.

“A tendência de curto prazo também é de manutenção do viés baixista, com formação de novos pisos regionais diante da baixa absorção no Spot”, conclui o analista.


Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
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